Família alerta sobre vaquinhas falsas para jovem desaparecido no Pico Paraná
A família de Roberto Farias Tomaz, desaparecido durante uma trilha no Pico Paraná acompanhado de uma amiga em 31 de dezembro, informou que golpes utilizando vaquinhas falsas foram criados em nome dele. Hoje já é o quinto dia de busca pelo jovem.
Os familiares esclareceram que não estão solicitando vaquinhas ou doações via pix. A única ajuda necessária são trilheiros e montanhistas familiarizados com a região do Pico Paraná e Cacatu, assim como o uso de drones.
Nos últimos dias, perfis e publicações falsas de busca de apoio financeiro surgiram nas redes. A família orientou que quaisquer outros casos suspeitos sejam direcionados ao advogado Leonardo Mestre.
Além de denúncias nas plataformas digitais, a família pretende encaminhar o caso às autoridades policiais para identificar os responsáveis, com acompanhamento jurídico já contratado.
Antes, aceitavam apenas doações em suprimentos; entretanto, já possuem comida e material de higiene suficientes para dois dias de buscas. A irmã de Roberto, Renata, pediu que novas doações sejam temporariamente suspensas.
Na manhã de hoje, os socorristas retomaram as buscas, mas Roberto ainda não foi encontrado até as 7h. A família mantém esperança de sucesso na procura.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Roberto passou mal durante a subida. Ele e uma amiga iniciaram a trilha às 13h do dia 31 e chegaram ao cume por volta das 4h de 1º de janeiro. O Pico Paraná tem 1.877 metros de altitude e é o ponto mais alto da região Sul.
No cume, eles encontraram outros grupos e começaram a descida junto com um deles por volta das 6h30. O grupo permaneceu unido até um ponto próximo a um acampamento, onde a amiga seguiu com outros montanhistas, deixando Roberto para trás.
Outro grupo que passou pelo local indicou não ter visto o jovem. Os bombeiros afirmam que Roberto não possuía experiência em montanhismo.
A família declarou que ele ficou para trás porque a amiga quis seguir mais rápido, e que ela foi avisada por outro homem na trilha da necessidade de ficarem juntos, pois Roberto estava passando mal. Roberto é técnico em segurança do trabalho e bombeiro civil, segundo suas redes sociais.
Foi registrado boletim de ocorrência na Delegacia de Campina Grande do Sul, onde investigadores ouviram familiares, pessoas que fizeram a trilha e a amiga que acompanhava Roberto, embora detalhes do depoimento não tenham sido divulgados.
A Polícia Civil trata o caso como desaparecimento e não identifica indícios de crime até o momento.
O Instituto Água e Terra restringiu o acesso ao Parque Estadual Pico Paraná, atendendo recomendação dos bombeiros, fechando entradas entre Campina Grande do Sul e Antonina. Os acessos aos morros Caratuva, Pico Paraná, Getúlio e Itapiroca estão interditados.
Foi montada uma base do Corpo de Bombeiros na sede do parque para cadastro de voluntários interessados em colaborar nas buscas. O jovem desaparecido não realizou o cadastro obrigatório no parque durante o período especial de funcionamento no Réveillon, quando o local fechou a partir do meio-dia de 31 de dezembro e reabriu em 2 de janeiro.
Créditos: UOL