Internacional
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Filho de Netanyahu critica Macron após reconhecimento da Palestina pela França

O filho do primeiro-ministro israelense, Yair Netanyahu, ironizou o presidente francês Emmanuel Macron, que reconheceu o Estado da Palestina durante a Assembleia Geral da ONU em 22 de setembro de 2025.

Yair Netanyahu mencionou territórios e regiões administrativas que atualmente fazem parte da França, ressaltando sua crítica ao presidente francês.

Macron declarou que reconhecer a Palestina é uma “responsabilidade histórica” e necessário para apoiar a solução de dois Estados, buscando a paz entre israelenses e palestinos. Ele ainda fará outro discurso no início do debate geral na ONU.

Yair Netanyahu, conhecido por sua atividade nas redes sociais e alinhamento político com seu pai, é uma figura polêmica em Israel. Ele recebeu críticas, especialmente por estar em Miami durante o início da guerra contra o Hamas em outubro de 2023 e por não ter se alistado no Exército israelense.

Nas redes sociais, Yair chamou Macron de “idiota incrivelmente útil”, sugerindo que o presidente francês estaria sendo manipulado por interesses ocidentais para prejudicar Israel.

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Macron afirmou que é nossa responsabilidade preservar a possibilidade de coexistência pacífica entre Israel e Palestina. A França abriga as maiores comunidades judaica e muçulmana da Europa, e a decisão pode fortalecer um movimento até então liderado por nações menores mais críticas a Israel.

Em julho, Macron já havia antecipado que anunciaria essa medida na Assembleia, o que foi criticado por autoridades israelenses. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o reconhecimento “recompensa o terror e pode criar mais um representante do Irã”.

Até o momento, mais de 140 países reconhecem o Estado Palestino, incluindo o Brasil. Recentemente, Reino Unido, Canadá e Austrália também oficializaram o reconhecimento, assim como Portugal. França e Bélgica indicaram intenção semelhante, reduzindo o número de países europeus que evitam esta formalização.

Em 2024, países como Espanha, Irlanda, Noruega e Eslovênia passaram a reconhecer a Palestina, rompendo uma estagnação europeia. A Assembleia Geral da ONU elevou o status da Palestina a “Estado não membro” em 2012.

Na América, poucos países ainda não reconhecem o Estado palestino, incluindo EUA e Panamá. Na Europa, Alemanha, Itália, Áustria e Estados Bálticos continuam hesitantes.

Cerca de 80% dos países da ONU reconhecem oficialmente o Estado palestino, e essa lista cresce desde 2024 em meio ao conflito em Gaza e à expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia, territórios palestinos.

França e Arábia Saudita lideram esforços diplomáticos para incentivar o reconhecimento internacional da Palestina.

Informações adicionais foram obtidas a partir da Deutsche Welle.

Créditos: g1

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