Flávio Bolsonaro diz que pai tentou romper tornozeleira em possível desespero
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou durante uma vigília em Brasília, realizada na noite desta sexta-feira, que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pode ter tentado remover a tornozeleira eletrônica em um possível “ato de desespero”.
Flávio e o vereador Carlos Bolsonaro (PL) participaram da vigília para orar pela saúde do ex-presidente. O evento foi convocado por Flávio nas redes sociais e constou como um dos motivos para a prisão de Jair Bolsonaro, segundo o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Ambos, visivelmente emocionados, afirmaram que a vigília não tinha caráter político, mas religioso, embora parlamentares estivessem presentes.
Carlos e Flávio Bolsonaro minimizaram a tentativa de rompimento da tornozeleira e repetiram que a prisão já estava decidida anteriormente, sustentando um discurso de perseguição.
O senador comentou que tenta entender as razões pelas quais o pai usou um ferro de solda para tentar violar o dispositivo, levantando a hipótese de um gesto impulsivo por sentimento de vergonha ou indignação diante da família.
Flávio disse ainda que buscará no Congresso a anistia para Jair Bolsonaro, que ele definiu como alguém que “ousou defender a verdade e querer fazer o correto enquanto presidente da República”. Aliados do ex-presidente sinalizaram que vão tentar votar essa anistia na próxima semana, mas que até o momento o avanço da proposta foi barrado por falta de votos.
Carlos destacou que o ex-presidente não tentou realmente tirar a tornozeleira e que sua prisão seria, por isso, injustificada. Segundo ele, cerca de 120 mil brasileiros usam tornozeleiras eletrônicas, mas somente Jair Bolsonaro tem uma viatura policial fixa na porta da casa.
No local da vigília, a presença do público foi pequena, com um carro de som reduzido e um número limitado de militantes. Alguns motoristas demonstravam apoio, enquanto outros protestavam com buzinas e gritos pela prisão do ex-presidente.
Agentes da Polícia Federal estiveram na residência de Bolsonaro em Brasília pela manhã e cumpriram a prisão preventiva ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses pelo STF, mas ainda pode recorrer dentro do prazo para questionar a condenação. Ele estava em prisão domiciliar utilizando tornozeleira eletrônica.
De acordo com Moraes, a tentativa de violação do dispositivo ocorreu à 0h08 da madrugada, e uma das hipóteses é a intenção de fuga durante a confusão da manifestação convocada por Flávio Bolsonaro.
Créditos: UOL Notícias