Política
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General Girão nega organização de ato que gerou confronto na UFRN

General Girão nega organização de ato que gerou confronto na UFRN

O deputado federal General Girão (PL), reeleito, negou qualquer envolvimento direto na organização do ato de campanha que resultou em confronto entre militantes de esquerda no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ocorrido na segunda-feira (19).

Em nota, Girão explicou que compareceu ao evento unicamente a pedido dos estudantes organizadores da própria universidade, que conduziram o protesto. Ele afirma que não participou da convocação, articulação ou organização da manifestação, apenas atendeu ao convite dos alunos.

Segundo a nota, os estudantes de direita estavam preocupados com a presença de propaganda político-eleitoral em espaços públicos da universidade, decisão que os levou a planejar o ato pacífico na via lateral que contorna os blocos da UFRN, respeitando o direito de manifestação assegurado a todos os estudantes.

Durante o protesto, houve momentos de tensão entre os manifestantes de direita e estudantes com posicionamentos políticos contrários. Ainda conforme Girão, a situação piorou quando um opositor se infiltrou no grupo de direita e usou uma faca para rasgar o boneco conhecido como Pixuleco.

O deputado então orientou os participantes a se retraírem, manterem a calma e não cederem a provocações, com o objetivo de evitar confrontos. Ele solicitou apoio preventivo à segurança universitária para garantir a separação dos grupos e o encerramento da manifestação, porém o pedido não foi atendido.

Posteriormente, entrou em contato com o secretário estadual de Segurança Pública para alertar sobre o risco de confrontos agravados, mencionando a presença de pessoas armadas e o arremesso de pedras contra os manifestantes. Girão afastou-se do local e lamentou a ausência de ações preventivas que teriam evitado a escalada da violência.

O parlamentar lamentou os episódios de violência, condenando qualquer tipo de agressão, intimidação ou restrição à liberdade de expressão, independentemente do alinhamento político.

Ele destacou que a universidade deve ser um ambiente plural, respeitoso e democrático, onde todos possam expressar suas opiniões sem medo ou agressividade.

A vereadora Camila Araújo, eleita para compor a bancada do PL-RN entre 2027 e 2030, também declarou que o grupo de direita foi constantemente hostilizado durante o ato por militantes de esquerda, incluindo ataques verbais ofensivos contra mulheres presentes.

Camila relatou que um manifestante opositor, armado com uma faca, rasgou o boneco Pixuleco, expressando um desrespeito contra o evento e os participantes que pensam diferente.

Para ela, o movimento contrário está desesperado porque acredita que o Brasil e o Rio Grande do Norte em breve se afastarão das administrações ligadas ao PT. A vereadora repudiou as ações de ódio, ataques e intimidação e afirmou que os cidadãos responderão a essas ações no próximo domingo.

Créditos: Tribuna do Norte

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