Geraldo Alckmin cobra fiscalização rigorosa da Aneel sobre Enel após apagão em SP
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deve exercer fiscalização rigorosa sobre a Enel após o apagão que está afetando a Grande São Paulo desde a última quarta-feira, provocado por um vendaval. Atualmente, 439.173 imóveis permanecem sem energia.
Alckmin não comentou diretamente o pedido do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para que o Governo Federal intervenha na Enel. Ele destacou que é papel da Aneel agir e fiscalizar a concessionária com rigor, reforçando o caráter regulador e fiscalizador da agência.
Questionado sobre o cumprimento do papel da Aneel, Alckmin respondeu que espera que o órgão atue com rigor.
O prefeito Ricardo Nunes pediu que o governo Lula (PT) encerre o contrato com a Enel. Segundo Nunes, o governo federal deve iniciar o processo de intervenção e caducidade, além de buscar outra empresa capacitada para atender às demandas da cidade de São Paulo. O prefeito também acusou a Enel de mentir sobre a quantidade de equipes de trabalho nas ruas, afirmando que ontem a concessionária não tinha nem 40 veículos nas ruas paulistanas. Ele disse ter verificado os dados das placas dos veículos citados pela Enel e constatado que não circulavam pela cidade.
A concessão, fiscalização e regulação da energia é realizada pela União. O contrato atual da distribuidora termina em 2028, mas a Enel busca prorrogar por mais 30 anos, aguardando decisão do Governo Federal.
A Enel informou que possui mais de 1.600 equipes trabalhando na região metropolitana de São Paulo durante dia e madrugada para restabelecer o serviço. A empresa disse que essas equipes atuam nos 24 municípios de sua concessão, incluindo a capital.
Em comunicado, a concessionária destacou que vem aumentando os investimentos ao longo dos anos, prometendo aplicar R$ 10,4 bilhões entre este ano e 2027. A Enel afirma que cumpre todos os compromissos do contrato de concessão e tem reforçado estruturalmente seu plano operacional.
A situação permanece crítica após o vendaval, que provocou o apagão na Grande São Paulo, deixando centenas de milhares de residências sem energia.
Créditos: UOL