Gleisi critica Israel após interceptação de flotilha humanitária rumo a Gaza
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a interceptação da Flotilha Global Sumud pelo governo israelense na quarta-feira, 1º de outubro de 2025. A flotilha tentava levar alimentos e medicamentos à Faixa de Gaza, e entre os participantes estava a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), além do ativista brasileiro Thiago Ávila e da ambientalista sueca Greta Thunberg.
Em mensagem publicada no X, a ministra afirmou que a ação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu “desafia os protestos do mundo todo” e que o “isolamento cada vez maior do governo de Israel é o resultado de sua barbárie”.
A interceptação ocorreu em águas próximas a Gaza. De acordo com a Marinha israelense, a flotilha tentava romper o bloqueio marítimo ao território palestino, mesmo após o Exército ordenar uma mudança de rota.
A equipe da deputada Luizianne Lins declarou no X que as forças israelenses realizaram uma captura considerada “ilegal e autoritária”. Eles compartilharam um vídeo afirmando que a divulgação indicava o “sequestro pelas forças de ocupação israelenses”.
Em nota do Ministério das Relações Exteriores de Israel na quarta-feira, foi informado que diversos navios da flotilha haviam sido detidos com segurança e seus passageiros estavam sendo transferidos para um porto israelense, garantindo que Greta Thunberg e seus companheiros estavam seguros e em bom estado.
Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), enviou ofícios ao assessor especial da Presidência, Celso Amorim, e ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, cobrando uma “imediata atuação” para defender os brasileiros detidos.
O episódio ocorre em meio à crescente pressão internacional contra as ações israelenses no território palestino. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota expressando preocupação com a interceptação e ressaltou o caráter pacífico da flotilha, condenando a “ação militar” de Israel e destacando que, a partir da detenção, a responsabilidade pela segurança dos passageiros é do governo israelense.
O comunicado afirma que a Embaixada do Brasil em Tel Aviv mantém contato com as autoridades para prestar assistência consular conforme a Convenção de Viena sobre Relações Consulares.
Na íntegra, o Itamaraty reafirmou o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais e pediu o levantamento imediato das restrições israelenses à entrada e distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, em conformidade com o direito internacional humanitário. O governo brasileiro criticou a ação militar que coloca em risco a integridade física dos manifestantes pacíficos e reiterou que a segurança dos detidos passa a ser responsabilidade de Israel.
A publicação da ministra Gleisi não detalhou a quantidade de suprimentos ou o número total de pessoas a bordo da embarcação.
Créditos: Poder360