Gleisi critica sanções dos EUA após condenação de Bolsonaro
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ao tentar interferir para “livrar” o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) das penas impostas é “ilegal, autoritária e abusiva”.
Em postagem no X na terça-feira (16.set.2025), Gleisi criticou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Rubio declarou na segunda-feira (15.set) que pretende anunciar novas sanções contra o Brasil em resposta à condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.
Segundo Gleisi, “as novas ameaças do governo Trump ao Brasil apenas confirmam a traição de Jair Bolsonaro, que incita uma potência estrangeira a atacar e punir os responsáveis pela Justiça em nosso país”.
Marco Rubio voltou a questionar o julgamento que resultou na pena de 27 anos e 3 meses de prisão para Bolsonaro. Em entrevista à Fox News, ele afirmou que os ministros da 1ª Turma do STF foram parciais, destacando o relator Alexandre de Moraes.
“Haverá uma resposta dos EUA a isso. Provavelmente, teremos anúncios na próxima semana sobre medidas adicionais. Esse julgamento é mais um capítulo da crescente campanha de opressão judicial que tenta atingir empresas americanas e pessoas que atuam fora dos EUA”, disse Rubio.
Na quinta-feira (11.set), data do anúncio da condenação e da pena, Rubio já havia afirmado que os EUA reagiriam. Na ocasião, chamou Moraes de “violador dos direitos humanos” e classificou o julgamento de Bolsonaro como “injusto”.
O governo Trump aplicou a Lei Magnitsky contra Moraes, acusando-o de usar sua posição para autorizar detenções arbitrárias preventivas e restringir a liberdade de expressão. Essa lei permite que os EUA imponham sanções como bloqueio de bens, cancelamento de vistos e suspensão de contas bancárias e cartões relacionados ao país.
Além de sancionar Moraes, a Casa Branca aplicou tarifas comerciais adicionais ao Brasil em razão da condenação de Bolsonaro, sendo o país um dos mais afetados pelo aumento de impostos promovido por Trump, com taxas chegando a 50%.
Créditos: Poder360