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Governo de MG exonera servidores suspeitos em operação da PF contra crimes ambientais

O governo de Minas Gerais anunciou na tarde de quarta-feira (17) o afastamento de quatro servidores estaduais investigados por participação em uma organização criminosa envolvida em crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro no setor de mineração do Estado. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado.

Entre os exonerados está Breno Esteves Lasmar, diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e presidente da Câmara de Proteção à Biodiversidade e de Áreas Protegidas (CPB). A Polícia Federal o suspeita de favorecer empresas do grupo investigado em processos de licenciamento ambiental e revisões de planos de manejo.

Cinco funcionários da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) também foram exonerados. Arthur Ferreira Rezende Delfim, ex-diretor de Apoio à Regularização Ambiental da Feam, é suspeito de conceder licenças irregulares à Fleurs Global Mineração e de receber vantagens indevidas.

Fernando Baliani da Silva, ex-diretor de Apoio à Regularização Ambiental da Feam, é acusado de assinar termos de ajustamento de conduta (TACs) e licenças que beneficiaram empresas ligadas à organização criminosa.

Rodrigo Gonçalves Franco, ex-presidente da Feam, foi demitido sob suspeita de favorecer empresas do grupo investigado e receber vantagens indevidas.

Lirriet de Freitas Libório, ex-chefe regional da Unidade de Regularização Ambiental Leste Mineiro (URA-LM/Feam), também deixou o cargo, suspeita de tomar decisões administrativas em favor da Aiga Mineração.

Vitor Reis Salum Tavares, diretor de Gestão Regional da Feam, foi exonerado por supostamente assinar licenças e pareceres favoráveis à Fleurs Global Mineração.

O governo de Minas Gerais informou que alguns dos servidores já estavam sob investigação interna por suspeita de fraude, e que os processos administrativos continuam em andamento.

Rodrigo Gonçalves Franco já havia sido demitido no sábado anterior (13) devido a sua postura à frente da Feam, que teria gerado “fofocas”.

Créditos: Valor Globo

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