Governo do RJ divulga perfis de 115 mortos na megaoperação policial
O Governo do Rio de Janeiro, por meio da Polícia Civil, divulgou na noite de domingo (2) um perfil de 115 dos 117 suspeitos mortos na megaoperação policial realizada em 28 de maio, ação que também resultou na morte de quatro policiais.
O documento contém os nomes dos homens que, segundo o governo de Cláudio Castro (PL), resistiram à abordagem policial. Entre eles, 97 têm alguma passagem criminal, majoritariamente por tráfico, embora para alguns não haja especificação do crime. A lista inclui ainda quem já foi registrado como menor infrator.
O governo também apontou que 10 dos mortos não tinham histórico criminal, mas teriam ligação com o Comando Vermelho (CV) comprovada por fotos em redes sociais. Um exemplo é um jovem de 18 anos sem passagem, mas com perfil no Instagram criado em 2022 com ausência de fotos, sinalizando possível limpeza do perfil.
Sete nomes não possuem histórico criminal ou informações sobre redes sociais, além de um registro totalmente sem dados. Dois laudos do Instituto Médico Legal (IML) apresentaram perícias inconclusivas na identificação.
De acordo com as autoridades, mais de 95% dos identificados tinham vínculo comprovado com o Comando Vermelho, sendo que 54% não eram naturais do Rio de Janeiro.
A análise indica que 62 dos mortos eram de outros estados, incluindo Pará (19), Bahia (12), Amazonas (9), Goiás (9), Ceará (4), Espírito Santo (3), Paraíba (2), Maranhão, Mato Grosso, São Paulo e Distrito Federal (1 cada).
No Rio de Janeiro, líderes de organizações criminosas vêm de 11 estados distribuídos por quatro regiões do país.
O governador Cláudio Castro destacou que a apuração reflete a realidade da criminalidade e citou que entre os mortos, vários eram líderes criminosos, inclusive de outros estados. Ele ressaltou a necessidade de integração federal para conter a expansão do Comando Vermelho e enfrentar criminosos de alta periculosidade.
O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, informou que a divulgação da lista não encerra as investigações e que os resultados da operação estão sendo documentados para garantir transparência e legalidade, com relatórios a serem encaminhados aos órgãos competentes.
O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, explicou que os confrontos ocorreram com suspeitos que reagiram. Ele afirmou que a estratégia das forças de segurança foi empurrar os criminosos para uma área de mata fora da área habitada, preservando a população, onde ocorreram os maiores embates.
A análise do perfil dos mortos mostra idades entre 14 e 55 anos, com maioria entre 20 e 30. Dos 112 com nascimento identificado, dois eram menores de 18 e três tinham mais de 40 anos. A média de idade é de 28 anos.
Créditos: CNN Brasil