Governo dos EUA entra em shutdown por impasse orçamentário
Nesta quarta-feira (1º/10), o governo dos Estados Unidos entrou em shutdown após a falta de acordo entre o presidente Donald Trump e o Congresso sobre o orçamento federal. Sem autorização para gastar, o governo paralisa serviços públicos não essenciais e coloca milhares de servidores em licença.
O shutdown ocorre quando o Congresso não aprova o orçamento, o que força a suspensão de serviços considerados não essenciais. Servidores são afastados sem remuneração, enquanto serviços essenciais, como segurança e saúde, continuam, embora com possibilidade de atraso no pagamento.
O impasse decorre de divergências sobre o financiamento de subsídios de saúde e cortes no Medicaid. Os Democratas exigem a prorrogação dos subsídios do Obamacare e a reversão dos cortes no Medicaid, que auxilia pessoas com baixa renda em custos médicos. Os Republicanos, liderados por Trump, opõem-se a esses pedidos. Tentativas no Senado de aprovar financiamentos provisórios fracassaram, causando a paralisação.
Aproximadamente 750 mil servidores federais, cerca de 40% do total, foram colocados em licença não remunerada. Estima-se um impacto econômico de US$ 400 milhões. O governo anunciou planos para demissões em massa, medida mais severa que paralisações anteriores.
Serviços essenciais, como proteção de fronteiras, agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE), atendimento médico hospitalar e controladores de tráfego aéreo seguem em operação.
Por outro lado, outras agências, incluindo parques nacionais, operam de forma limitada ou paralisada. Esperam-se atrasos em serviços como emissão de passaportes e voos.
Além dos salários não pagos de US$ 400 milhões, o governo congelou US$ 18 bilhões em investimentos em infraestrutura e cancelou US$ 8 bilhões em projetos climáticos, afetando principalmente estados governados pelos Democratas, conforme reportagem do jornal The Guardian.
Não há previsão para o término do shutdown, que no episódio anterior de 2018-2019 durou 35 dias, o mais longo da história dos EUA. Analistas alertam que este pode se estender ainda mais devido à intensificação da polarização política.
Créditos: Extra Globo