Governo Lula avalia trocar vice-presidências da Caixa em retaliação ao Centrão
O governo Lula iniciou uma forte ofensiva contra o Centrão após a derrota na MP do IOF, cuja retirada de pauta na Câmara provocou perda de receitas estimadas em 17 bilhões de reais até 2026.
A estratégia está sendo liderada pela ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, com aval do presidente Lula, que está em Roma, Itália. O presidente incumbiu Gleisi de “reorganizar” a base aliada e revisar os cargos indicados por partidos considerados ‘infiéis’.
Essa ação mira principalmente a Caixa Econômica Federal, onde 11 das 12 vice-presidências estão sob avaliação e podem ser substituídas em breve. A presidência do banco, ocupada por Carlos Vieira, indicado pessoalmente pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira, deve permanecer. Já a vice-presidência remanescente foi indicada pelo PT.
Desde sexta-feira 10, as primeiras exonerações já aconteceram, atingindo cargos ligados a partidos que votaram contra o governo na MP, como PP, PSD, MDB, PL e Republicanos.
A ofensiva ganhou clareza após entrevista do líder do governo na Câmara, José Guimarães, no podcast As Cunhãs. Ele relatou reunião com Lula e Gleisi, afirmando que a ministra iria “meter a faca” nos cargos do Centrão. Segundo Guimarães, Lula pediu para que Gleisi agisse na Caixa Econômica, gerando grande reação entre os partidos.
Guimarães ainda previu que a iniciativa provocará um “rebuliço do tamanho do mundo” e que o governo iniciará uma nova fase política, com foco na aprovação do orçamento, poucos projetos prioritários, e preparação para as eleições de 2026.
Créditos: CartaCapital