Internacional
09:07

Groenlândia rejeita ofensiva dos EUA para controle da ilha, diz líderes

Líderes partidários da Groenlândia recusaram os constantes apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que os americanos assumam o controle da ilha. Trump manifestou novamente o desejo de fechar um acordo para comprar a Groenlândia, um território semiautônomo pertencente à Dinamarca, ligada à Otan, de forma simples.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, advertiu que uma eventual tomada da Groenlândia pelos EUA comprometeria a existência da Otan. Os líderes dos partidos expressaram que “o futuro da Groenlândia deve ser decidido pelo povo groenlandês”.

Trump argumentou que, se os EUA não assumirem a ilha, Rússia ou China o farão, e que Washington não deseja esses países como vizinhos. Ele afirmou: “Se não fizermos da forma fácil, vamos fazer da forma difícil”, sem detalhar o que isso implicaria. A Casa Branca informou que avalia diversas opções, inclusive o uso da força militar para anexar o território.

Autoridades da Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos se reuniram em Washington para tratar da ofensiva norte-americana pelo controle da ilha e planejam novas reuniões para tratar do assunto.

Em comunicado, ficou ressaltado que o futuro da Groenlândia está sendo debatido em diálogo com seu povo e fundamentado no direito internacional. O documento, assinado por Nielsen, Pele Broberg, Múte B. Egede, Aleqa Hammond e Aqqalu C. Jerimiassen, frisa que nenhum outro país pode interferir nesse processo e que a decisão deve ser tomada sem pressões externas.

Apesar de ser a maior ilha do mundo, a Groenlândia tem cerca de 57 mil habitantes e desconhece forças armadas próprias, ficando a defesa a cargo da Dinamarca, cujos recursos militares são muito inferiores aos dos EUA.

Ainda não está claro como os demais membros da Otan reagiriam caso os EUA resolvessem tomar a ilha à força ou se apoiariam a Dinamarca nessa situação.

Créditos: G1 Globo

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