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Grupo Afya lidera em número de faculdades de medicina com notas baixas no Enamed

A divulgação dos resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), publicada na segunda-feira (19), revelou um quadro preocupante em diversas faculdades de medicina do país. Dos 351 cursos avaliados, 107 obtiveram notas 1 ou 2, correspondendo a 97 instituições de ensino superior distintas.

Entre as instituições avaliadas, 21 alcançaram o conceito mais baixo do exame. As faculdades com desempenho insatisfatório estão principalmente nas regiões sudeste, nordeste e centro-oeste.

O Enamed avalia a proficiência dos estudantes em conceitos básicos da medicina, atribuindo notas de 1 a 5.

Diversas faculdades de grandes grupos educacionais figuram entre as de pior avaliação, destacando-se 13 unidades pertencentes ao grupo Afya. Fundado em 2018, o Afya se destaca pela rápida expansão por meio de aquisições estratégicas, consolidando sua presença no mercado de educação em saúde no Brasil. Entre as aquisições do grupo estão instituições como a União Educacional São Francisco e a Faculdade de Medicina de Jundiaí.

Em nota, o grupo Afya contestou os resultados do Enamed, afirmando que 70% de suas instituições receberam notas entre 3 e 5 na divulgação original pelo sistema e-mec em dezembro. A empresa alegou que esses resultados estiveram públicos, foram removidos e depois republicados com divergências.

Outros grandes grupos educacionais com faculdades com notas baixas incluem Cogna (marcas Anhanguera e Pitágoras), Yduqs (controladora da Estácio), Ser Educacional (Maurício de Nassau) e Ânima (Faculdade de Medicina do ABC).

O Enamed é um dos principais instrumentos de avaliação da graduação em medicina no Brasil e integra os indicadores usados pelo MEC para regulação e supervisão dos cursos. As notas abaixo do esperado podem levar a medidas de monitoramento mais rigorosas e punições.

O exame é obrigatório para todos os estudantes do último ano e, em 2026, quase 14 mil formandos eram oriundos de cursos com conceitos 1 e 2.

O governo federal esclareceu que, por ser a primeira aplicação do exame, as punições serão gradativas, incluindo suspensão de ingresso em casos mais graves (registrados 8 casos) e proibição de aumento de vagas.

As sanções não são automáticas e há um processo administrativo com prazo de 30 dias para que as instituições apresentem defesas antes da aplicação das medidas.

Créditos: Folha de S.Paulo

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