Internacional
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Hamas aceita liberar reféns em resposta a plano de cessar-fogo de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel deve cessar imediatamente sua ofensiva na Faixa de Gaza após a resposta do grupo terrorista Hamas.

Nesta sexta-feira (3), o Hamas declarou concordar em libertar todos os reféns israelenses sob os termos propostos no plano de cessar-fogo apresentado por Trump. O anúncio ocorreu algumas horas depois do ultimato dado pelo presidente americano ao Hamas.

Em comunicado, o Hamas indicou estar disposto a iniciar negociações imediatas para discutir os termos do acordo, embora isso não signifique aceitação integral do plano da Casa Branca.

O grupo mantém mais de 40 reféns sequestrados desde o atentado de 7 de outubro de 2023, que desencadeou o atual conflito, entre os quais há vítimas mortas.

Além da proposta de libertação dos reféns, o Hamas aceitou transferir o governo da Faixa de Gaza a um órgão independente composto por tecnocratas palestinos, fundamentado no consenso nacional e com apoio árabe e islâmico.

O grupo valorizou ainda os esforços de países árabes, islâmicos e do presidente Trump para o fim da guerra na região.

Na segunda-feira (29), a Casa Branca apresentou um plano com 20 pontos para encerrar imediatamente o conflito em Gaza, propondo a Faixa como zona livre de grupos armados. Membros do Hamas poderiam receber anistia se entregassem as armas e aceitassem conviver pacificamente.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou concordar com o plano, mas alertou que continuará a ofensiva caso o acordo não seja firmado, e rejeitou a criação de um Estado palestino.

O plano dos EUA foi bem recebido internacionalmente, com elogios da União Europeia, da Autoridade Palestina e do Brasil.

Trump fixou o prazo até as 19h de domingo (horário de Brasília) para que o Hamas aceite o acordo, sob risco de enfrentar “um inferno total”. Em postagem na rede Truth Social, classificou o Hamas como uma ameaça violenta, afirmou que a maioria dos militantes está cercada, e que mais de 25 mil foram mortos.

O presidente americano destacou que o plano de paz representa a última chance para a sobrevivência dos membros do Hamas e afirmou acreditar que a violência cessará, com a libertação de todos os reféns vivos e mortos.

Trump também pediu que os palestinos inocentes evacuem áreas específicas, antecipando um possível ataque à força remanescente do Hamas.

Créditos: g1

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