Internacional
18:07

Hamas aceita negociar libertação de reféns, mas exige participação em governo de Gaza

O grupo palestino Hamas respondeu nesta sexta-feira (3/10) ao acordo de cessar-fogo proposto por Donald Trump. Conforme informou a emissora do Qatar Al-Jazeera, o movimento declarou estar disposto a libertar os reféns e entregar os corpos das vítimas.

“Neste contexto, o movimento afirma a prontidão para iniciar imediatamente negociações por meio de mediadores para discutir os detalhes deste acordo”, diz a mensagem divulgada.

Entretanto, o Hamas ressaltou que não abrirá mão de sua participação nas discussões sobre o futuro governo da Faixa de Gaza. “Outras questões mencionadas na proposta do presidente Trump sobre o futuro da Faixa de Gaza e os direitos legítimos do povo palestino estão conectadas a uma posição nacional unificada e a leis e resoluções internacionais relevantes. Elas devem ser discutidas em um marco nacional palestino coletivo, do qual o Hamas fará parte e contribuirá com plena responsabilidade”, afirmaram.

Mais cedo, o presidente Trump havia feito um pronunciamento em tom ameaçador, estabelecendo o prazo até a noite de domingo (5/10) para que o Hamas aceitasse o acordo. Ele advertiu que, em caso de recusa, o grupo enfrentaria um “inferno total nunca antes visto”.

Apesar de ter aceitado a libertação dos reféns, o Hamas indicou estar aberto a negociar as condições dessa libertação. Representantes da organização já haviam criticado o plano apresentado por Trump, alegando que o acordo “serve aos interesses de Israel” e “ignora os do povo palestino”.

O plano, anunciado junto ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, previa a formação de um governo de transição liderado por Trump, sem participação do Hamas. Um dos pontos que gera desconfiança entre os membros do Hamas é a proposta de liberação simultânea de todos os reféns, enquanto Israel faria uma retirada gradual do território.

A um veículo internacional, um líder do Hamas comentou a desconfiança de que Israel poderia retomar os ataques após recuperar os reféns.

*Matéria em atualização

Créditos: Correio Braziliense

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