Internacional
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Hamas libera sete reféns israelenses após 738 dias na Faixa de Gaza

Após 738 dias em cativeiro na Faixa de Gaza, o Hamas libertou sete reféns israelenses como parte de um acordo de cessar-fogo mediado pelo Catar e pelos Estados Unidos. As vítimas foram entregues às equipes da Cruz Vermelha, que as conduziram ao território israelense.

O primeiro grupo de libertados inclui Eitan Mor, os irmãos gêmeos Gali e Ziv Berman, Matan Angrest, Guy Guilboa-Dalal, Alon Ohel e Omri Meiran, conforme confirmado por fontes israelenses.

A Cruz Vermelha está presente em pontos de entrega no centro e sul da Faixa de Gaza, onde está prevista a liberação de mais 13 reféns, com expectativa de uma nova entrega às 08h (04h no horário de Brasília).

O Exército de Defesa de Israel (IDF) informou que está preparado para receber os reféns adicionais, que também devem ser transferidos para a Cruz Vermelha posteriormente. Os sobreviventes passarão por exames de saúde em uma base militar no sul de Israel, em Re’im, e poderão reencontrar seus familiares próximos. Três hospitais em Tel Aviv estão em prontidão para atendê-los, e a Cruz Vermelha avaliou as condições de todos os liberados como razoáveis.

Mike Huckabee, embaixador dos EUA em Israel, destacou o evento como histórico, comparando a sensação ao pouso na Lua.

Em nota, as Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, reafirmaram o compromisso de cumprir o acordo, caso Israel cumpra sua parte, ressaltando que a troca de prisioneiros ocorreu por meio da negociação e não pela força militar.

O acordo prevê que Israel liberte 250 prisioneiros palestinos condenados, além de outros 1.700 detidos durante o conflito. Os preparativos para essa libertação já começaram. A expectativa é que esta ocorra após o retorno total dos reféns.

O anúncio da libertação reuniu multidões na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, palco de mobilizações constantes desde o início do cativeiro. Organizações civis mantiveram vigílias e acompanham em tempo real as liberações.

Quanto à entrega dos restos mortais dos reféns mortos, o Hamas informou não saber a localização de todos e anunciou que parte será devolvida posteriormente esta segunda-feira à noite.

A primeira fase do acordo incluiu também o reposicionamento das tropas israelenses em Gaza e o aumento do envio de ajuda humanitária, com cerca de 600 caminhões diários transportando alimentos, medicamentos e suprimentos básicos estabelecido por acordos internacionais e liderado pelas Nações Unidas.

Tom Fletcher, principal funcionário humanitário da ONU, afirmou que o plano é ampliar imediatamente essa assistência, priorizando grupos vulneráveis como gestantes e crianças.

No domingo, a ONU destacou o progresso na ampliação da ajuda, com a chegada de suprimentos essenciais e distribuição de milhares de refeições no enclave.

O bloqueio israelense, que restringia entrada de alimentos e bens, causou fome extrema, mesmo contestada por Israel quanto à metodologia das avaliações internacionais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teve papel central nas negociações, embarcou para uma visita ao Oriente Médio e declarou o fim da guerra. Contudo, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu destacou que a campanha não acabou e que há desafios de segurança a serem enfrentados.

Ele afirmou que os inimigos tentam se rearmar e atacar novamente, ressaltando a vigilância contínua das forças de segurança.

Créditos: O Globo

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