Hamas vai ao Egito para reunião sobre cessar-fogo com Israel
Uma delegação do Hamas partiu hoje para o Cairo, no Egito, com o propósito de discutir os próximos passos rumo a um cessar-fogo com Israel, segundo canais internacionais de notícias.
Espera-se que representantes de Israel, Hamas e Estados Unidos se reúnam neste fim de semana. A viagem da delegação do grupo extremista foi confirmada pelos canais Al-Hadath, da Arábia Saudita, e CNN, dos Estados Unidos.
Além do Hamas, o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump, também seguiram para as negociações, conforme fontes americanas citadas pelo jornal Times of Israel.
Não há detalhes ainda sobre quem representará Israel na reunião, mas acredita-se que uma equipe do país liderado por Netanyahu também compareça ao Egito.
A reunião pretende alinhar os próximos passos na Faixa de Gaza depois que o Hamas sinalizou positivamente à proposta do ex-presidente Trump para um cessar-fogo. Os Estados Unidos haviam estabelecido até domingo o prazo para o grupo responder à proposta de 20 pontos, que incluía o término imediato da guerra.
Embora o Hamas tenha declarado que libertaria os reféns, não foram esclarecidos pontos cruciais do acordo, como o desarmamento total do grupo, nem quando e de que forma os reféns, vivos ou mortos, seriam liberados.
Nenhum dos lados — Hamas, Israel ou EUA — definiu datas ou procedimentos para a entrega dos reféns. O plano dos EUA previa a entrega em até 72 horas, mas um oficial do Hamas declarou ao canal Al Jazeera que esse prazo era “irrealista”.
O Hamas afirmou que cumprirá a “fórmula de troca contida na proposta” dos Estados Unidos, desde que “as condições de campo para a troca sejam atendidas”, mas não especificou quais seriam essas condições. Espera-se que amanhã ocorram reuniões no Egito para detalhar os termos do acordo.
O grupo extremista também não se manifestou sobre a exigência dos EUA para o desarmamento. Entre as propostas americanas está a oferta de anistia para os extremistas que largarem suas armas, além de uma “passagem segura” para países dispostos a acolhê-los.
O Hamas também não comentou sobre a ordem de não participar mais do governo de Gaza no futuro. Na carta enviada, o grupo reafirmou o compromisso de entregar a administração da Faixa de Gaza a um corpo palestino independente, apoiado por árabes e islâmicos, fundamentado em um “consenso nacional”.
Créditos: UOL