Helder Barbalho rebate chanceler alemão por crítica a Belém como discurso preconceituoso
O governador do Pará, Helder Barbalho, criticou o chanceler alemão Friedrich Merz por declarações consideradas preconceituosas sobre Belém, feitas durante um evento na Alemanha. Merz afirmou que jornalistas que o acompanharam na Cúpula de Líderes em Belém ficaram aliviados ao retornar à Alemanha. Barbalho respondeu nas redes sociais destacando a hospitalidade do povo paraense e mencionando a responsabilidade da Alemanha no aquecimento global.
Helder Barbalho afirmou que o Pará recebeu a todos mostrando a força de um povo acolhedor e ironizou dizendo que é curioso observar que um país que contribuiu para o aquecimento do planeta estranhe o calor da Amazônia. Para ele, o discurso preconceituoso revela mais sobre quem o pronuncia do que sobre quem é alvo da fala. O governador também pediu mais apoio concretos para a proteção das florestas e convidou todos que tenham orgulho do Pará e do Brasil a se manifestarem contra qualquer tipo de preconceito.
Friedrich Merz, em seu discurso no Congresso Alemão do Comércio, elogiou a Alemanha como um dos países mais bonitos do mundo e afirmou que os jornalistas que estiveram com ele na Cúpula dos Líderes em Belém ficaram contentes em retornar à Alemanha. Ele ressaltou a importância de proteger a democracia e a ordem econômica do país.
Na Cúpula, realizada há duas semanas, Merz prometeu que a Alemanha investirá uma quantia significativa no Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), mas não garantiu aporte imediato. Ele também elogiou a iniciativa brasileira de mobilizar esforços coletivos entre países.
Fontes ouvidas pela Deutsche Welle afirmam que a Alemanha deve anunciar em breve o valor de sua contribuição para o TFFF, principal instrumento brasileiro para atrair incentivos financeiros para a preservação das florestas tropicais na COP30.
O governo brasileiro espera que a Alemanha siga o exemplo da Noruega, que disponibilizará US$ 3 bilhões, enquanto Brasil e Indonésia prometeram US$ 1 bilhão cada, e a França comprometeu 500 milhões de euros. O fundo visa alcançar investimentos totais de US$ 10 bilhões, contando também com o apoio da Holanda e Portugal.
Créditos: O Globo