Política
18:44

Hugo Motta defende diálogo para superar tarifas dos EUA contra Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou a participação do Brasil na Assembleia-Geral da ONU e demonstrou otimismo quanto aos avanços diplomáticos recentes.

Em declaração na terça-feira (23), Motta afirmou que vê com bons olhos os resultados da Assembleia e ressaltou a importância do diálogo e da diplomacia como meios para resolver o impasse das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

“Sempre defendi que o diálogo pode ajudar os nossos países, que têm relações históricas de centenas de anos, a superar esse imbróglio”, comentou. Ele também enfatizou que o governo brasileiro deve buscar esclarecer dúvidas em contato direto com os EUA, visando deixar para trás tarifas e sanções para fortalecer a relação bilateral.

Motta ainda reiterou a força das instituições e da democracia brasileiras, afirmando confiança na resolução da situação através do diálogo e dos processos democráticos.

Sobre a rejeição da indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como líder da Minoria, o presidente da Câmara explicou que a decisão foi baseada em critérios técnicos, incluindo parecer da Secretaria-Geral da Mesa que impede o exercício do mandato parlamentar por parlamentares ausentes do território nacional, sem precedentes anteriores.

Ele esclareceu que o uso do aplicativo Infoleg para votar à distância é restrito a líderes que permanecem em atividades parlamentares, mas no caso de Eduardo Bolsonaro, a ausência do país não foi previamente comunicada à Casa.

Na mesma entrevista, Hugo Motta informou que a reunião de líderes deverá definir o calendário para votação do projeto que concede isenção do Imposto de Renda para ganhos de até R$ 5 mil (PL 1087/25).

Também será assunto da reunião o relatório da Medida Provisória 1303/25, que altera regras de tributação sobre aplicações financeiras e ativos virtuais no Brasil. O relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), apresentará seu parecer, que pode ser votado ainda hoje pela comissão responsável.

Créditos: Câmara Legis

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