Inep anula três questões do Enem 2025 após divulgação de perguntas similares
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) decidiu anular três questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 após investigações que apontaram similaridades entre perguntas aplicadas na prova e questões divulgadas antecipadamente.
Segundo o Inep, a Polícia Federal foi acionada para investigar a ocorrência e a responsabilidade pela possível divulgação das questões, apurando suposta quebra de sigilo ou má-fé.
Um vídeo ao vivo feito pelo estudante de medicina Edcley Teixeira, cinco dias antes do exame, mostrou questões com grande semelhança às que caíram no Enem 2025. Pelo menos cinco dessas perguntas apresentavam quase idêntica formulação ou números iguais aos cobrados na prova.
Embora nenhuma questão tenha sido replicada exatamente, o Inep confirmou a existência de “similaridades pontuais” entre o material divulgado na internet e as perguntas do exame.
Os rumores sobre o vazamento começaram a circular nas redes sociais na noite seguinte à aplicação das provas de matemática e ciências da natureza, realizadas no domingo, 16 de novembro de 2025.
Edcley Teixeira afirmou que previu as perguntas dos exames usando técnicas legais, sem identificar vazamento de material, e justificou o ato como uma tentativa de democratizar o acesso à educação. Apostilas de seu curso também incluíam uma questão do Enem que tratava sobre tijolos.
Uma das principais estratégias alegadas por Edcley para “adivinhar” as perguntas foi a memorização de questões do Prêmio CAPES Talento Universitário, uma prova opcional para estudantes do primeiro ano de graduação, que teriam servido como pré-teste para futuras edições do Enem. O Inep, porém, não confirmou qualquer relação entre estes exames.
Nas redes sociais, o estudante compartilhou as técnicas usadas para antecipar as perguntas, envolvendo a repetição e análise de provas anteriores e exercícios relacionados.
Após análise dos fatos, o Inep optou pela anulação das três questões igualmente impactadas, enquanto a Polícia Federal continua investigando o caso para identificar eventuais responsabilidades.
Créditos: g1