Israel e Hamas fecham acordo para cessar-fogo inicial na Faixa de Gaza
Israel e o Hamas anunciaram na quarta-feira (8) um acordo para iniciar um plano de paz na Faixa de Gaza, embora ainda não tenham sido divulgados todos os detalhes do tratado.
O plano de paz, apresentado no fim de setembro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi negociado com mediação do Egito, Catar e Turquia.
De acordo com Israel, o Hamas mantém 48 dos 251 reféns sequestrados no ataque terrorista de outubro de 2023; os demais foram libertados durante dois acordos de cessar-fogo anteriores ou por meio de operações militares israelenses.
O plano prevê o fim dos bombardeios na Faixa de Gaza. Segundo Trump, as Forças de Defesa de Israel deverão recuar para linhas negociadas com o Hamas, indicando que tropas ainda permanecerão no território.
Ainda não foi definido quando o acordo começará a valer oficialmente. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a proposta será votada pelo governo na quinta-feira (9).
Muitos detalhes do tratado ainda não foram esclarecidos, como se todo o plano da Casa Branca foi aceito ou sofreu modificações.
Conflito iniciado em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou, resultando em mais de 1.200 mortos e 251 sequestros. Desde então, mais de 60 mil palestinos morreram em Gaza, segundo autoridades ligadas ao Hamas.
A proposta da Casa Branca conta com 20 pontos e define a Faixa de Gaza como área livre de grupos armados.
O plano estabelece que membros do Hamas podem receber anistia caso entreguem armamento e se comprometam à convivência pacífica, ficando proibidos de integrar o governo de Gaza.
Também prevê a formação de um governo temporário de transição, tecnocrático e apolítico, para administrar os serviços públicos localmente, até que o poder seja transferido para a Autoridade Palestina, reconhecida internacionalmente como governo dos territórios palestinos. Essa transferência depende de reformas internas na Autoridade Palestina, conforme a Casa Branca.
O plano inclui ainda um pacote econômico e de desenvolvimento elaborado por especialistas que já participaram da construção de cidades modernas no Oriente Médio.
Em termos de segurança, a proposta prevê a desmilitarização de Gaza, com destruição da infraestrutura bélica e proibição de novas instalações, monitoradas por observadores independentes.
Netanyahu comemorou o acordo, destacando a libertação dos reféns e disse que se reunirá com líderes do governo para aprovar o tratado internamente.
Em nota, o Hamas elogiou a mediação do Catar, Egito e Turquia, e agradeceu a Trump pelos esforços para encerrar a guerra.
O grupo afirmou que os sacrifícios do povo palestino não serão em vão e reafirmou o compromisso com a liberdade, independência e autodeterminação, sem renunciar aos direitos nacionais.
Créditos: g1