Internacional
19:07

Israel inicia interceptação da flotilha de Greta Thunberg no Mediterrâneo

A Marinha de Israel começou nesta quarta-feira (1º) a interceptar a Flotilha Global Sumud, composta por mais de 40 embarcações e cerca de 500 ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg. A frota tenta romper o bloqueio marítimo imposto ao Hamas na Faixa de Gaza e foi abordada em águas internacionais do Mediterrâneo, a cerca de 80 milhas do enclave palestino.

De acordo com os organizadores, soldados israelenses já abordaram o Alma, barco líder da missão, além do Adara e do Sirius. Durante a abordagem do Adara, ativistas chegaram a lançar seus telefones ao mar, conforme imagens transmitidas ao vivo e divulgadas pelo jornal Times of Israel. Antes da interceptação, a tripulação do Alma recebeu aviso por rádio: “Por favor, preparem-se para intercepção”.

O colaborador espanhol Néstor Prieto, presente em uma das embarcações, disse à agência EFE que a interceptação ocorreu logo após o radar detectar a aproximação de 20 navios “não identificados”. Os ativistas colocaram coletes salva-vidas e se posicionaram na popa, esperando a entrada dos militares israelenses.

Em comunicado pelo Telegram, os organizadores da flotilha afirmaram que não serão intimidados por ameaças ou esforços para manter o bloqueio que Israel impõe a Gaza. Apesar disso, o Exército israelense já havia avisado repetidamente que a travessia não seria permitida e que a flotilha deveria alterar sua rota.

O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, informou à emissora estatal RAI que recebeu garantias do chanceler israelense Gideon Sa’ar de que não haverá uso de violência contra os europeus a bordo dos barcos. Tajani declarou que o embarque foi planejado e que a Itália está providenciando assistência consular para seus cidadãos que forem levados ao porto de Ashdod, em Israel, de onde serão deportados.

Israel acusa parte dos organizadores de manter ligações com o grupo terrorista Hamas e reafirma que não autorizará a entrada da flotilha em Gaza, alegando risco de contrabando de suprimentos que poderiam fortalecer militarmente o grupo.

Créditos: Gazeta do Povo

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