Internacional
19:05

Itamaraty elogia papel dos EUA no cessar-fogo entre Israel e Hamas

Em meio às negociações para um possível encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, o Itamaraty destacou, nesta quinta-feira (9), o papel dos Estados Unidos no acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza. O Ministério das Relações Exteriores também incentivou as partes a se envolverem “de boa-fé” nas próximas fases das negociações.

O acordo foi fechado na madrugada de quinta-feira (noite de quarta-feira no Brasil), após dias de negociações indiretas em Sharm el-Sheikh, no Egito. O processo teve mediação dos Estados Unidos, mas também contou com a participação do Egito, Catar e Turquia, cujas atuações foram elogiadas pelo governo brasileiro.

“O governo brasileiro saúda o anúncio de acordo entre Israel e o Hamas para novo cessar-fogo na Faixa de Gaza, no Estado da Palestina, por meio da implementação da primeira fase de plano para pôr fim ao conflito, transcorridos dois anos de seu início. Reconhece, nesse contexto, o importante papel desempenhado pelos Estados Unidos e valoriza a atuação dos demais países mediadores: Catar, Egito e Turquia”, declarou o comunicado oficial.

O Executivo ressaltou ainda a importância do acordo em proporcionar “alívio efetivo para a população civil” de Gaza. O governo reforçou a necessidade de garantir o acesso pleno, imediato, seguro e desimpedido da ajuda humanitária e das equipes das Nações Unidas presentes na região.

O Itamaraty também pediu o cumprimento integral dos termos do acordo e o avanço em negociações para assegurar a retirada completa das forças israelenses de Gaza, o início da reconstrução sob coordenação palestina e a restauração da unidade político-geográfica da Palestina sob seu legítimo governo.

“O acordo, caso venha a ser implementado, deverá interromper os ataques israelenses que causaram mais de 67 mil mortes, incluindo muitas mulheres e crianças, o deslocamento forçado de quase dois milhões de habitantes e destruição sem precedentes da infraestrutura civil do território”, afirmou o governo brasileiro.

Além disso, a implementação do acordo deve garantir a libertação de todos os reféns remanescentes em troca de prisioneiros palestinos, o livre acesso à ajuda humanitária e a retirada das tropas israelenses conforme a linha acordada entre as partes. Isso deve criar as condições para a reconstrução imediata de Gaza com apoio internacional.

Por fim, o Brasil reiterou sua convicção de que uma paz justa, estável e duradoura no Oriente Médio depende da solução de dois Estados, com um Estado da Palestina independente e viável, coexistindo lado a lado com Israel. O Estado palestino incluiria a Faixa de Gaza e a Cisjordânia dentro das fronteiras de 1967, tendo Jerusalém Oriental como capital.

Créditos: Valor

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