Política
03:06

Janaína Paschoal questiona investigação do Banco Master no STF

A vereadora de São Paulo, Janaína Paschoal (PP), chamou atenção na sexta-feira, 26, para a justificativa que levou o ministro Dias Toffoli a concentrar as investigações do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

Janaína questionou em seu perfil no X se “um pedaço de papel encontrado em busca e apreensão, citando lateralmente o nome de um único Deputado Federal, justifica levar toda uma investigação para o STF”.

A defesa de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, que cumpre prisão domiciliar monitorado por tornozeleira eletrônica, fundamentou a reclamação ao STF em um contrato imobiliário apreendido que faz referência ao deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA).

Segundo Janaína, a dúvida se reforça diante do fato de que uma das advogadas é esposa de um dos ministros e do ministro relator que decretou sigilo absoluto no caso, além do relator ter viajado com outro advogado da instituição investigada.

Ela comentou que, nesse contexto, é natural que a imprensa questione os fatos, que precisam ser esclarecidos, especialmente os valores envolvidos, que estão totalmente dissociados das práticas comuns do mercado.

O ministro Alexandre de Moraes também está envolvido na questão porque sua esposa representa o Banco Master, que tinha um contrato de 129 milhões de reais com o escritório de Viviane Barci de Moraes.

O jornal O Globo informou que Moraes buscou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tentar interceder em favor do Master na tentativa de venda para o BRB, o que o ministro do STF nega.

Toffoli, que direcionou as investigações no STF, viajou com um dos advogados que atuam no caso e marcou uma acareação polêmica entre o presidente do Master, o ex-presidente do BRB e um diretor do Banco Central para acontecer durante o recesso judiciário.

Além disso, Toffoli convocou essa acareação sem solicitação e contra a vontade da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou a medida prematura.

O procurador regional da República em Brasília, Vladimir Aras, afirmou que o Código de Processo Penal “não prevê a acareação entre o investigador e o investigado”.

O procurador em Goiás, Hélio Telho, também destacou que a reunião marcada por Toffoli “é inédita na história judicial brasileira e não possui previsão legal”.

Créditos: O Antagonista

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