Política
12:08

Jaques Wagner rebate Gleisi sobre acordo na aprovação do PL da Dosimetria

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), respondeu na quarta-feira (17.dez.2025) à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, após críticas relacionadas à aprovação do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. Wagner afirmou que firmou um acordo com a oposição para votar a proposta.

Em seu perfil no X, o senador escreveu que é lamentável ceder ao “debate raso e superficial” e chamou de inadequado discutir divergências do governo pelas redes sociais.

A manifestação ocorreu após Gleisi Hoffmann usar o X para criticar a redução das penas dos condenados pelos atos do 8 de Janeiro, classificando-a como “desrespeito à decisão do STF e grave retrocesso na legislação que protege a democracia”. A ministra também chamou a condução da pauta pelo líder do governo no Senado de “erro lamentável”.

Ela anunciou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve vetar o PL.

Segundo Jaques Wagner, o acordo feito com a oposição foi decidido sem consulta ao Planalto. Ele declarou: “Não me motiva adiar algo que claramente vai acontecer. Fiz o acordo sem consultar o presidente da República ou a ministra Gleisi. Quem está na política precisa se arriscar. Foi um acordo de procedimento e não me arrependo. Porém, o governo continuará orientando contra essa matéria”.

Sobre o projeto, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o PL da Dosimetria na quarta-feira com 17 votos favoráveis e 7 contrários. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que havia manifestado voto contrário, apoiou a medida.

O texto aprovado em plenário, apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), emendou a versão da Câmara para evitar que a alteração beneficie outros criminosos do sistema prisional brasileiro.

Esperidião limitou o alcance do projeto aos fatos relacionados ao dia 8 de janeiro de 2023, data do ataque e depredação dos prédios dos Três Poderes por bolsonaristas que buscavam uma intervenção militar.

A proposta anterior sofreu críticas por poder favorecer condenados por outros crimes sem relação com os eventos de 2022.

No relatório, o senador Esperidião incorporou a emenda sugerida por Sérgio Moro (União Brasil-PR), restringindo a aplicação do projeto e proibindo seu uso para outros crimes, como corrupção, crimes ambientais, exploração sexual ou violência grave.

Créditos: Poder360

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