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17:04

Justiça decreta prisão de dono de casa ligada a suspeitos do assassinato de Ruy Ferraz

A Justiça decretou, no sábado (20), a prisão do proprietário de uma casa em Praia Grande que teria sido utilizada pelos suspeitos de assassinar o ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, 64 anos.

A Secretaria da Segurança Pública não divulgou o nome do proprietário, mas confirmou que ele está sendo procurado.

Neste sábado pela manhã, a polícia prendeu o terceiro suspeito envolvido no crime. Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar, de 42 anos, se entregou à polícia em uma delegacia de São Vicente, no litoral de São Paulo. A prisão temporária tem validade de 30 dias. No momento da prisão, ele não estava com seu telefone celular.

A defesa de Simões afirmou que pretende provar sua inocência durante as investigações e que ainda não teve acesso aos autos do processo.

Outras duas pessoas também foram presas sob suspeita de envolvimento na morte de Ruy Ferraz. Entre elas está Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, 38 anos, detido na manhã de sexta-feira (19) em São Vicente.

A polícia acredita que Rafael Dias Simões, preso durante a madrugada, foi transportado por Fofão após os disparos.

Quanto ao dono da casa, é informado que ele é irmão de um policial militar, que não está sendo investigado no caso.

Segundo a polícia, Dahesly Oliveira Pires, 25 anos, que também foi presa nesta semana, teria retirado um fuzil usado no assassinato na residência dele.

A polícia relata que Dahesly, que mora na periferia de Diadema, tem passagem por tráfico de drogas e é dependente química. Inicialmente, ela negou conhecimento sobre o conteúdo do pacote que transportava, mas depois admitiu ter ciência de que levava um fuzil.

As autoridades querem ouvir o proprietário da residência para obter detalhes sobre quem utilizou o imóvel e pelo tempo de uso.

Quatro outros suspeitos têm mandados de prisão expedidos e são procurados, entre eles Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, namorado de Dahesly, que solicitou que ela transportasse a arma.

Outro procurado é um integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), identificado pela Polícia Civil como Felipe Avelino da Silva, 33 anos, conhecido como Mascherano. O terceiro suspeito é Flávio Henrique Ferreira de Souza, 24 anos, sem antecedentes, segundo o secretário da Segurança Pública.

A Secretaria da Segurança Pública informa que diligências continuam em andamento para esclarecer todos os fatos e responsabilizar os envolvidos.

Ruy Ferraz foi assassinado em uma emboscada na tarde de segunda-feira (15). Seu carro foi atingido por 29 tiros de fuzil quando ele deixava a prefeitura da cidade, onde atuava como secretário de Administração.

Imagens do ataque mostram o ex-delegado tentando fugir, mas colidindo com dois ônibus em uma avenida movimentada. Pelo menos três homens encapuzados, usando coletes à prova de balas, desceram de um dos veículos usados no crime e dispararam contra ele, que morreu no local.

O carro utilizado pelos criminosos foi encontrado queimado pela polícia. Ainda conforme a prefeitura de Praia Grande, duas pessoas que estavam na rua — um homem e uma mulher — foram feridas no atentado.

Ruy Ferraz ocupou o cargo de delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo de janeiro de 2019 a abril de 2022, durante o governo João Doria. Na função, respondia diretamente ao governador e ao secretário da Segurança Pública.

Mais recentemente, atuava como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, que emitiu nota lamentando sua morte. Também exerceu o cargo de diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).

Créditos: Folha de S.Paulo

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