Notícias
16:04

Justiça decreta prisão de quarto suspeito por morte de ex-delegado em SP

A Justiça de São Paulo decretou na quinta-feira (18) a prisão temporária do quarto suspeito envolvido na execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrida em Praia Grande, litoral paulista. Durante a madrugada, uma mulher foi presa, enquanto três homens continuam sendo procurados pela polícia.

O quarto suspeito, Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, é investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por supostamente ter ordenado que Dahesly Oliveira Pires fosse à Baixada Santista buscar uma das armas utilizadas no crime.

Ruy Ferraz foi assassinado com tiros de fuzis por ao menos seis criminosos encapuzados na segunda-feira (15), fato registrado por câmeras de segurança. Dahesly foi capturada nesta quinta-feira suspeita de ser a mulher que buscou o fuzil para o ataque.

Além de Luiz, a polícia está à procura de Felipe Avelino da Silva, conhecido como Masquerano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, também suspeitos na investigação.

A defesa dos três suspeitos ainda não se manifestou, enquanto a defesa de Dahesly decidiu por não comentar o caso.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, divulgou os nomes e fotos dos envolvidos e afirmou haver certeza do envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) no assassinato.

Segundo Derrite, ainda existem dúvidas se a execução foi motivada pela atuação do ex-delegado no combate ao crime organizado durante sua carreira ou por seu trabalho recente como secretário da Administração de Praia Grande.

Ruy Ferraz, com 64 anos, foi um dos responsáveis pela prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder do PCC.

O secretário ressaltou a ligação do crime organizado no caso, evidenciada pela identificação do suspeito Masquerano, conhecido integrante do PCC, segundo dados de inteligência da polícia.

Felipe é natural de São Bernardo e possui antecedentes por roubo e tráfico de drogas; Dahesly tem histórico por tráfico; Luiz já foi preso por porte ilegal de armas.

Eles foram identificados por material genético encontrado em veículos utilizados pelos criminosos que abandonaram após a execução, mas a polícia ainda não detalhou o papel específico de cada um no crime.

É uma investigação em andamento, com buscas intensificadas para localizar e prender os suspeitos restantes.

Créditos: g1

Modo Noturno