Libertação dos últimos reféns e início da reconstrução de Gaza
No dia 13 de outubro de 2025, os últimos 20 reféns israelenses vivos mantidos pelo Hamas foram libertados após mais de 700 dias de cativeiro. Ainda há expectativa sobre a devolução dos corpos de outros 20 reféns mortos. Essa libertação faz parte de um acordo no qual Israel liberou quase 2 mil presos palestinos.
No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou no parlamento israelense, falando sobre o “fim da era do terror e da morte”. Em seguida, ele viajou ao Egito, onde assinou um cessar-fogo para Gaza junto a outros líderes árabes, sem representantes de Israel e do Hamas. Esse acordo marca o início de uma nova fase para um plano de paz na região e para a reconstrução de Gaza, que sofreu uma guerra de dois anos que causou a morte de mais de 60 mil palestinos. Trump afirmou que a segunda etapa do acordo já começou.
O correspondente da Globo no Oriente Médio, Murilo Salviano, descreve em relato para Natuza Nery que o momento é de “alívio” para israelenses e palestinos. Ele conta sobre a situação em Israel e as impressões dos palestinos diante da promessa de uma pausa no conflito histórico.
Além disso, Natuza conversa com Hussein Ali Kalout, cientista político e conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), que também é pesquisador na Universidade Harvard. Ele analisa o acordo anunciado por Trump, destacando o significado de o documento ter sido assinado apenas com líderes árabes, sem a presença de Netanyahu e do Hamas. Kalout explica os principais desafios para a reconstrução da Faixa de Gaza, onde itens básicos como água e comida continuam escassos para uma população devastada pela guerra.
Créditos: g1