Política
18:06

Lula critica intervenção dos EUA na Venezuela e alerta sobre riscos globais

Em um artigo publicado no domingo (18/1) no New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a ação dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na prisão de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, classificando-a como uma violação do direito internacional e uma ameaça à estabilidade mundial. Lula destacou que o episódio evidencia a degradação da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.

O presidente ressaltou que o uso frequente da força por grandes potências fragiliza a autoridade da ONU e do Conselho de Segurança. Ele escreveu que, quando a força se torna regra em vez de exceção, a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam em risco, denunciando o respeito seletivo às normas internacionais.

Segundo Lula, as ações unilaterais têm impacto direto sobre a economia e a segurança ao interromper fluxos comerciais e de investimentos, agravar crises humanitárias e dificultar o combate ao crime organizado e a desafios que ultrapassam fronteiras. Ele afirmou que a falta de regras coletivas inviabiliza a construção de sociedades democráticas, inclusivas e estáveis.

O presidente manifestou preocupação com a intervenção na América Latina e no Caribe, regiões que historicamente rejeitam o uso da força e defendem a autodeterminação dos povos. Lula enfatizou que é a primeira vez em mais de dois séculos que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos.

Além disso, defendeu que o futuro da Venezuela deve ser decidido pelos próprios venezuelanos por meio de um processo político inclusivo e pacífico. Somente uma solução interna, segundo ele, poderá restabelecer a democracia e possibilitar o retorno seguro dos milhões de refugiados, muitos dos quais acolhidos atualmente no Brasil.

Por fim, Lula reiterou que o Brasil mantém um diálogo construtivo com os Estados Unidos e lembrou que ambos são as maiores democracias do continente. Ele concluiu ressaltando que, somente juntos, os países podem enfrentar os desafios da região, rejeitando projetos hegemônicos e a lógica de zonas de influência.

Créditos: Correio Braziliense

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