Política
12:06

Lula critica possível intervenção militar dos EUA na Venezuela como catástrofe humanitária

O presidente Lula declarou neste sábado (20), durante a Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, que a América do Sul está sendo “assombrada” pela presença militar de uma potência externa, referindo-se aos Estados Unidos, que demonstram intenção de intervir militarmente na Venezuela.

Ele afirmou que uma intervenção armada dos EUA na Venezuela configuraria uma “catástrofe humanitária” para o hemisfério sul e que isso poderia criar um “precedente perigoso para o mundo”.

As tensões entre Estados Unidos e Venezuela aumentam há meses. Desde agosto, o governo liderado por Donald Trump tem movido um considerável aparato militar no Caribe, inicialmente justificado como combate ao tráfico internacional de drogas.

Trump acusou o presidente venezuelano Nicolás Maduro de usar o petróleo para financiar um “regime ilegítimo” e atividades criminosas, como terrorismo ligado a drogas, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros. Maduro, por sua vez, acusa Trump de tentar derrubar seu governo.

Na terça-feira (16), Trump afirmou que a Venezuela estava completamente cercada pela “maior Armada já reunida na história da América do Sul”.

Além disso, ordenou bloqueio total a petroleiros sancionados que entram e saem do país e acusou os venezuelanos de roubarem petróleo e terras dos americanos.

Nesta semana, Lula declarou que pretende conversar com Trump antes do Natal para tentar evitar uma guerra na América Latina.

“Não queremos guerra no nosso continente. Todo dia há uma ameaça nas notícias e estamos preocupados. Talvez eu tenha que falar com Trump novamente para ver o que o Brasil pode fazer para ajudar a um acordo diplomático, não para a guerra”, afirmou.

Durante a reunião ministerial na mesma semana, Lula destacou que prefere o diálogo, mencionando conversas recentes com Trump, dizendo que “conversar é mais barato e menos sofrível do que fazer guerra”.

“Eu disse ao Trump: ‘Fica mais barato conversar e é menos sofrível do que guerrear. Se acreditarmos no poder da palavra, evitamos muita confusão na vida dos países'”, contou Lula.

Créditos: g1

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