Política
03:07

Lula deve recusar convite de Trump para o ‘Conselho da Paz’, diz colunista

O presidente Lula sempre buscou projeção no cenário internacional. Durante seus dois primeiros mandatos, o Brasil participou da missão de paz da ONU no Haiti por 13 anos como parte desse objetivo.

Esse desejo levou o país a algumas iniciativas ambiciosas no exterior, incluindo o Acordo de Teerã para tentar resolver o impasse nuclear, que acabou sendo prejudicado pelos interesses das grandes potências, evidenciando as complexidades da realpolitik.

O convite do ex-presidente Donald Trump para que Lula integre o chamado “Conselho da Paz” pode parecer atraente à primeira vista. No entanto, é fundamental que Lula escute a experiente diplomacia brasileira antes de tomar uma decisão.

Rejeitar esse convite não representaria um afastamento da atuação global, mas sim o reconhecimento das motivações por trás do conselho, que se assemelha a um clube exclusivo e contraria os princípios históricos da diplomacia brasileira, como o pragmatismo, a não intervenção e o multilateralismo.

Os interesses do Brasil devem prevalecer sobre alinhamentos automáticos ou ideológicos. O país respeita o Direito Internacional, que proíbe interferência nos assuntos internos ou externos de outras nações, preservando a soberania e a autonomia de cada Estado. Além disso, o Brasil acredita que a cooperação baseada em inclusão, igualdade e responsabilidade compartilhada é a melhor estratégia para enfrentar desafios globais como mudanças climáticas, paz e segurança.

Como um dos fundadores da ONU e com a contribuição decisiva do gaúcho Osvaldo Aranha, o Brasil tem a obrigação moral de rejeitar o convite de Trump, cujo propósito parece minar a própria organização.

Créditos: GZH

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