Política
14:05

Lula discute defesa da democracia e combate ao extremismo em NY

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta quarta-feira (24), em Nova York, de um encontro com outros líderes globais para abordar a defesa da democracia e o enfrentamento ao extremismo.

Durante o evento, Lula questionou o crescimento da extrema direita, perguntando: “É virtude deles ou incompetência nossa?” Ele refletiu sobre os erros cometidos pelos democratas e pela esquerda, indagando onde falharam.

O encontro contou com a participação de presidentes como Gabriel Boric (Chile), Pedro Sánchez (Espanha), Gustavo Petro (Colômbia) e Yamandú Orsi (Uruguai), todos presentes na 80ª Assembleia Geral da ONU, iniciada na terça-feira (23) com o discurso do próprio Lula.

Os organizadores optaram por não convidar os Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, para esta reunião. Em 2024, apesar do país não ter sido representado pelo presidente Joe Biden, havia sido convidado.

Lula foi o segundo a discursar após Gabriel Boric. Fez uma autocrítica sobre seu papel como presidente e da esquerda em geral, questionando o que deixaram de fazer para fortalecer a democracia e a organização social. O presidente destacou que, às vezes, ao governar, a esquerda termina atendendo mais os interesses dos adversários do que dos aliados.

Ele também ressaltou a importância de analisar os erros da democracia na relação com a sociedade civil antes de julgar a virtude do extremismo de direita.

Este é o segundo ano que a reunião acontece, tendo sido liderada por governos de esquerda, como o brasileiro. Além dos já citados, estiveram presentes representantes de Albânia, Senegal, Guatemala, São Vicente e Granadinas, Cabo Verde, Bolívia e da União Europeia.

Paralelamente, na Assembleia Geral da ONU, Donald Trump afirmou ter tido um breve encontro com Lula antes de seu discurso, e que ambos acertaram uma reunião para a próxima semana, possivelmente por telefone ou videoconferência. Trump comentou ter sentido “uma química excelente” com o presidente brasileiro.

Entretanto, a diplomacia brasileira se mantém cautelosa quanto a esse possível diálogo. O Itamaraty orienta preparação minuciosa para evitar constrangimentos semelhantes aos enfrentados por líderes estrangeiros em encontros anteriores com Trump, como os presidentes da Ucrânia e da África do Sul.

Créditos: g1

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