Política
06:06

Lula escolhe Wellington César para ministro da Justiça e mantém pasta unificada

O presidente Lula oficializou, na terça-feira 13, a nomeação de Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, para o cargo de ministro da Justiça e da Segurança Pública. A escolha encerra uma semana de negociações após a saída de Ricardo Lewandowski, que deixou o posto por motivos pessoais.

A nomeação confirma o favoritismo tardio do jurista, que foi apoiado pela chamada “ala baiana” do governo, composta por Jaques Wagner, Rui Costa e Sidônio Palmeira.

Wellington César, baiano de 60 anos, é considerado uma pessoa de confiança pessoal de Lula. Ele dirigiu a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência entre 2023 e 2024, período em que manteve contato quase diário com o presidente. Sua transferência para a Petrobras no segundo semestre de 2024 também foi uma indicação direta do entorno presidencial.

Em março de 2016, durante o governo Dilma Rousseff, Wellington chegou a assumir interinamente a direção do Ministério da Justiça, mas permaneceu poucos dias no cargo. Na época, o Supremo Tribunal Federal determinou que membros do Ministério Público não poderiam ocupar cargos no Executivo sem se desligar da carreira. Ele optou por continuar no Ministério Público da Bahia, onde se aposentou em 2023.

Sua carreira no Ministério Público da Bahia é longa: já atuou como promotor, procurador e ocupou o cargo de procurador-geral por dois mandatos. Possui mestrado em ciências criminais e doutorado em direito penal e criminologia.

Com essa nomeação, Lula reafirmou a decisão de manter o ministério da Justiça e Segurança Pública unido, mesmo diante de pressões internas para separar a pasta, criando um ministério exclusivo para a Segurança Pública. Segundo auxiliares presidenciais, o presidente entendeu que a divisão nesse momento seria arriscada devido à indefinição orçamentária e às atribuições enquanto a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública não for decidida no Congresso.

Assim, Wellington tomará posse nos próximos dias e comandará um ministério com responsabilidades importantes, como a coordenação das polícias federais, políticas penitenciárias e o diálogo com governos estaduais em questões de segurança pública.

Créditos: CartaCapital

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