Política
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Lula nomeia Guilherme Boulos ministro da Secretaria-Geral da Presidência

O presidente Lula escolheu o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Boulos substitui Márcio Macêdo (PT-SE), que ocupava o cargo desde o início do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023.

Com essa alteração, Lula avança na reforma ministerial gradual iniciada em janeiro, quando retirou Paulo Pimenta (PT-RS) e nomeou Sidônio Palmeira para a Secretaria de Comunicação (Secom).

A Secretaria-Geral é uma das cinco pastas que funcionam no Palácio do Planalto, o que facilita o acesso direto ao presidente. Essa mudança abre espaço para o PSOL dentro do Planalto e retira o ministério da cota do PT.

O anúncio foi feito durante uma reunião no Planalto entre Lula, Boulos, Macêdo, Gleisi Hoffmann (SRI), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secom). A transição entre as equipes deve ocorrer nos próximos dias.

Uma fonte próxima ao presidente afirmou que Boulos deve permanecer no cargo até o fim do mandato, o que significa que não disputará reeleição para deputado ou outro cargo em 2026, conforme a legislação eleitoral que obriga ministros candidatos a deixarem os cargos em março de 2026.

Após a nomeação, Boulos agradeceu Lula pelas redes sociais e afirmou que sua missão será “levar o governo para a rua”, levando as realizações e ouvindo demandas populares em todos os estados.

Aos 42 anos, Boulos é uma liderança da esquerda brasileira e o principal nome eleitoral do PSOL. Ele é formado em Filosofia, mestre em Psiquiatria, professor e psicanalista.

Boulos foi candidato à Presidência em 2018 e à prefeitura de São Paulo em 2020 e 2024, sem sucesso. Em 2022, foi o deputado mais votado de São Paulo, com 1 milhão de votos.

Como liderança do MTST, Boulos tem como bandeiras a reforma urbana e melhorias na oferta de moradia.

Márcio Macêdo, que foi vice-presidente do PT e atuou na coordenação de caravanas relacionadas a Lula, assumiu a Secretaria-Geral em janeiro de 2023. Em quase três anos no cargo, ele articulou a relação com movimentos sociais e organizou o G20 Social no Rio de Janeiro em 2024.

Macêdo recebeu críticas em 2024 após Lula reclamar do baixo público em um evento do Dia do Trabalhador em São Paulo organizado por centrais sindicais.

Créditos: G1 Globo

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