Lutador indiciado por homofobia e agressão contra casal em Parnamirim

Um lutador foi indiciado pelo crime de injúria qualificada motivada por homofobia contra um casal em um estabelecimento comercial em Parnamirim, na Grande Natal. Os fatos ocorreram em dezembro de 2025, segundo as investigações.
O casal vítima sofreu agressão física e recebeu ofensas discriminatórias relacionadas à orientação sexual. Além disso, conforme a Polícia Civil, o lutador responderá também por contravenção penal de vias de fato, que inclui agressões físicas sem vestígios ou lesões corporais, como empurrões e tapas.
A delegada Paoulla Maués, responsável pela investigação, afirmou que a agressão e as ofensas aconteceram exclusivamente por conta da homossexualidade das vítimas. De acordo com ela, o agressor desferiu socos e tapas no braço de uma das vítimas logo após elas se beijarem.
Segundo a polícia, o lutador profissional se aproximou do casal que estava sentado à mesa e praticou agressão física em uma das vítimas, seguida de ofensas verbais discriminatórias, sem interação prévia.
Durante o interrogatório, o investigado admitiu a agressão, mas afirmou que foi apenas um “toque” e negou motivação discriminatória. Ele disse ainda que a vítima teria olhado para ele de forma incomum e que estava com o filho no local.
Para apurar os fatos, foram coletados depoimentos das vítimas e testemunhas, realizado o interrogatório do suspeito e analisadas imagens do sistema de videomonitoramento, que foram fundamentais para reconstituir o ocorrido.
A Polícia Civil destacou que as imagens mostram claramente a prática de discriminação, pois o casal homossexual, ao se beijar, foi insultado e agredido para que saísse do local, sofrendo ofensas morais pela orientação sexual. Isso configura injúria qualificada pelo preconceito, com pena prevista de 2 a 5 anos.
O inquérito foi concluído e o suspeito formalmente indiciado conforme o artigo 2º-A da Lei nº 7.716/1989, que equipara a homofobia ao crime de racismo, além da contravenção penal de vias de fato. O procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte ressaltou que crimes motivados por preconceito e discriminação são tratados com rigor, evidenciando a importância do registro para a responsabilização dos autores e proteção das vítimas.
Créditos: g1 RN