Internacional
21:23

Maduro agradece Lula e Papa Leão 14 por apelos à paz na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela, manifestou sua gratidão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Papa Leão 14 pelos pedidos de paz feitos em meio às tensões com os Estados Unidos e as ações militares de Donald Trump no Caribe.

Em discurso realizado no congresso de seu partido em Caracas, Maduro elogiou as declarações do pontífice e do presidente brasileiro. O Papa Leão 14 criticou o envio de navios de guerra dos EUA próximos à costa venezuelana, afirmando que as Forças Armadas norte-americanas deveriam “defender a paz” e que as ações de Trump estavam “aumentando a tensão”.

“Não venceremos com violência, a coisa a se fazer é buscar diálogo e um jeito correto de encontrar soluções para problemas que podem existir em um país”, disse o papa em entrevista a jornalistas.

Na terça-feira, 4 de novembro, Lula comentou que a presença militar dos Estados Unidos na América Latina será debatida na Cúpula da Celac, que ocorreria nos dias 9 e 10 de novembro. Em Belém, o presidente brasileiro afirmou que “a reunião da Celac só faz sentido agora se for para discutir a questão dos navios de guerra dos EUA”.

Maduro também destacou que agradeceu a Lula pelo pronunciamento em favor da paz na América do Sul e América Latina, além de ressaltar o papel que a Celac deve exercer.

O líder venezuelano reiterou seu agradecimento ao Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pela condenação das ameaças de Trump contra a Venezuela.

Desde setembro, os Estados Unidos mantêm operações regulares contra embarcações no oceano Pacífico e no mar do Caribe, que foram ordenadas por Trump e pelo secretário de Guerra Pete Hegseth, justificadas pelo combate ao narcotráfico.

De acordo com o governo norte-americano, os barcos interceptados transportavam drogas da Venezuela e da Colômbia com destino ao território dos EUA. A Venezuela, por sua vez, considera as ações uma ameaça à sua soberania. Até o momento, houve 15 ataques, resultando em 16 embarcações destruídas e 64 mortes.

Créditos: Poder360

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