Maduro anuncia treinamento militar para civis na Venezuela em meio à tensão com EUA
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que os militares irão treinar moradores de comunidades populares no uso de armas de fogo. A medida ocorre em resposta ao envio de navios de guerra dos Estados Unidos para o Caribe, em um momento de escalada de tensão entre os dois países.
Maduro acusa os EUA de planejar uma invasão e convocou voluntários da milícia para treinamentos em quartéis. Em cerimônia transmitida pela TV estatal VTV, ele afirmou que, no dia 20 de setembro, as Forças Armadas Bolivarianas levarão seus soldados e armamentos diretamente às comunidades para instruir os inscritos sobre o manejo de armas.
Na quarta-feira, as Forças Armadas venezuelanas iniciaram um exercício militar de três dias na ilha de La Orchila, localizada a 65 km da costa. Esta operação é a mais significativa desde meados de agosto, quando os EUA enviaram uma frota ao Caribe alegando combate ao narcotráfico.
O governo americano afirma ter destruído três embarcações usadas para transporte de drogas, resultando em 14 mortes. Além disso, acusa Maduro de envolvimento com o narcotráfico e oferece uma recompensa de 50 milhões de dólares por sua captura.
Os EUA, assim como a União Europeia e principais democracias europeias, não reconhecem Maduro como presidente da Venezuela.
Maduro declarou que o país não provoca conflitos, mas se prepara para uma possível necessidade de defesa. Para apoiar sua frota naval, os EUA enviaram caças F-35 para Porto Rico, território americano próximo.
O presidente venezuelano afirmou ainda que os Estados Unidos querem derrubar seu governo para controlar as reservas de petróleo e gás do país, as maiores e quartas maiores do mundo, respectivamente, mas negou que isso vá ocorrer.
Créditos: O Globo