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Major do ES é condenado a 17 anos pelo STF por tentativa de golpe

O major do Exército Ângelo Martins Denicoli, residente em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (21) a mais de 17 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Denicoli foi réu na Ação Penal (AP) 2694, acusado de disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas e atacar instituições e autoridades públicas, contribuindo para a articulação do golpe. Ele era o único capixaba apontado como participante do esquema.

O major integrava o Núcleo 4 da investigação da tentativa de golpe, conhecido como “Núcleo da Desinformação”. Em setembro, a Primeira Turma do STF já havia condenado oito réus do Núcleo 1, que incluía o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes do primeiro escalão do seu governo.

Denicoli foi condenado a cumprir mais de 17 anos de prisão inicialmente em regime fechado. Ao todo, sete réus do núcleo receberam condenações por quatro votos a um na Ação Penal (AP) 2694.

Além da prisão, foram aplicadas multas a todos os condenados. Eles também devem pagar, de forma solidária, uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos ligada aos atos de 8 de janeiro de 2023.

A denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) menciona a participação de Denicoli em uma reunião para elaboração de um relatório pelo Instituto Voto Legal (IVL), contratado pelo PL, que atacava as urnas eletrônicas.

No início do julgamento no STF, em 14 de outubro, a defesa argumentou que o major participou apenas de uma reunião do instituto, sem intenção de cometer crimes. Declarou que outras pessoas participaram da mesma reunião sem serem denunciadas.

Tentativas de contato com a defesa do major após a condenação não foram bem-sucedidas.

Ângelo Martins Denicoli, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, já ocupou cargo de direção no Ministério da Saúde durante a gestão de Eduardo Pazuello, quando promoveu ataques e informações falsas sobre a Covid-19 e as medidas sanitárias.

Em fevereiro de 2024, Denicoli foi alvo da operação “Tempus Veritatis” da Polícia Federal, acusado de envolvimento na tentativa de golpe de Estado e na abolição violenta do Estado Democrático de Direito nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

Cerca de uma semana depois, ele foi exonerado do cargo de assessor especial que exercia na Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (Prodesp), empresa pública de TI do Estado de São Paulo.

Créditos: g1

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