Manifestantes pedem libertação de Nicolás Maduro em Nova York após captura dos EUA
Na manhã de domingo (4.jan.2026), um grupo pequeno de manifestantes se reuniu em frente ao Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova York, para pedir a libertação do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). Os manifestantes carregavam cartazes com a frase “Sem sangue por petróleo” e gritavam “Libertem Maduro, agora”.
Além de Nova York, protestos também ocorreram em outras cidades americanas como Atlanta e Chicago. Essas manifestações contrárias à operação militar que capturou Maduro e a primeira-dama Cilia Flores no sábado (3.jan) foram organizadas por grupos ligados à esquerda radical nos Estados Unidos, entre eles o Partido pelo Socialismo e Libertação (Party for Socialism and Liberation).
Na sexta-feira (2.jan.2026), à noite, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que o presidente Donald Trump (Partido Republicano) autorizou a captura de Maduro. A operação militar ocorreu na madrugada de sábado, envolvendo ataques a quatro alvos na Venezuela com aproximadamente 150 caças e bombardeios, neutralizando os sistemas de defesa aérea do país.
Os Estados Unidos usaram helicópteros militares para transportar tropas até Caracas, onde ocorreu a captura, numa missão que durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Há questionamentos sobre a legalidade da operação, pois não houve aprovação prévia do Conselho de Segurança da ONU. Trump declarou que essa aprovação não seria necessária. Também surgem dúvidas sobre o descumprimento da legislação americana, que exige anuência do Congresso para ações militares desse tipo; o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que não foi possível avisar legisladores antes.
Até o momento, não há informações oficiais sobre mortos ou feridos. Autoridades venezuelanas indicaram que civis morreram durante a operação, contudo um oficial norte-americano confirmou que não houve baixas entre as tropas dos EUA, sem dar detalhes sobre vítimas venezuelanas.
No sábado à tarde, Trump comunicou que os EUA assumiriam temporariamente a administração da Venezuela até definir uma transição política, mas não entrou em detalhes sobre o processo. Ele focou em declarações sobre a exploração e venda do petróleo venezuelano.
De acordo com a Constituição venezuelana, o poder executivo caberia à vice-presidente Delcy Rodríguez. Trump afirmou que Rubio conversou com Rodríguez, que teria concordado em colaborar com as ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump disse que ela não possui apoio político suficiente para governar o país.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado, Delcy Rodríguez contestou as declarações de Trump, qualificando a operação americana como uma violação da soberania venezuelana e reafirmando que Maduro segue como presidente legítimo da Venezuela.
A vice-presidente declarou ainda que o país está aberto a uma relação respeitosa com o governo dos EUA, desde que baseada no direito internacional, ressaltando que “não seremos colônia de nenhum outro país”.
Créditos: Poder360