Política
20:05

Manifestantes protestam contra Hugo Motta e anistia em João Pessoa

Na manhã do domingo, 21 de setembro de 2025, manifestantes se reuniram em João Pessoa, Paraíba, para protestar contra o Projeto de Lei da Anistia e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem. O grupo expressou sua oposição com gritos de “fora, Hugo Motta” e cartazes que pediam “Paraíba, não reeleja Hugo Motta”.

A manifestação teve início às 8h, no Busto do Tamandaré, localizado na orla da capital. Participaram partidos de esquerda, movimentos sociais e cidadãos contrários à anistia.

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, é uma liderança política influente na Paraíba, com forte apoio especialmente no interior do estado, nas regiões do Brejo e do Sertão. Ele vem de uma família tradicional na política local, sendo seu pai, Nabor Wanderley, prefeito de Patos, uma das maiores cidades paraibanas. Seus avós, Francisca e Edivaldo Motta, foram deputados estaduais por vários mandatos.

Motta busca fortalecer sua influência em um estado que, nos últimos anos, tem elege majoritariamente governos de esquerda, como o atual governador João Azevêdo, do PSB. Nabor Wanderley já mencionou a possibilidade de disputar uma vaga em chapa majoritária em 2026, indicando a continuidade da projeção da família na política.

Na terça-feira, 16 de setembro de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC nº 3 de 2021, conhecida como “PEC da Blindagem”. Esta medida dificulta a punição judicial de congressistas, restringindo prisões a crimes inafiançáveis previstos na Constituição, como racismo e terrorismo.

Durante discurso na Câmara, Hugo Motta afirmou que a pauta tem o apoio da maioria dos líderes e que visa garantir a autonomia dos mandatos. Segundo ele, o projeto não traz “novidades ou invenções” e tem o objetivo de “fortalecer as prerrogativas e imunidade parlamentar”.

Na quarta-feira, 17 de setembro de 2025, a Câmara aprovou a urgência do PL da Anistia, que perdoa crimes de condenados por tentativa de golpe e pela invasão dos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro. A aprovação da urgência permite que o projeto vá direto ao plenário, sem passar por comissões.

Motta pautou o projeto para análise e o classificou como uma proposta de “pacificação”, ressaltando que seu propósito é contribuir para a construção coletiva e reafirmando que “o Brasil precisa de pacificação”.

Créditos: Poder360

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