Marco Rubio diz que Trump avalia comprar a Groenlândia, não invadir
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comunicou a congressistas que o presidente Donald Trump tem a intenção de comprar a Groenlândia, em vez de invadir o território. A declaração ocorreu em 5 de janeiro de 2026, durante uma reunião fechada com membros das comissões de Forças Armadas e de política externa do Congresso.
Embora o foco principal do briefing fosse a situação na Venezuela, preocupações sobre as intenções do governo norte-americano com relação à Groenlândia foram manifestadas. O território, autônomo e integrante do reino da Dinamarca, voltou a entrar em pauta após Trump mostrar interesse neste desde seu primeiro mandato.
Rubio não especificou detalhes sobre a proposta de compra. Na mesma data, o presidente solicitou a seus assessores um plano atualizado para a possível aquisição da ilha.
A Dinamarca, que controla a Groenlândia desde o século 18 e concedeu sua autonomia no século 20, é membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Em comunicado divulgado em 6 de janeiro, o governo dos EUA revelou que está considerando o uso das Forças Armadas para adquirir o território. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que Trump vê a compra da Groenlândia como uma prioridade para a segurança nacional e avalia diferentes alternativas.
No mesmo dia, líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Polônia divulgaram uma declaração conjunta com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen. O grupo destacou que a segurança no Ártico deve ser assegurada de forma coletiva, em alinhamento com aliados da Otan, respeitando a soberania, integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras, conforme a Carta da ONU. “A Groenlândia pertence ao seu povo”, afirmaram, salientando que apenas Dinamarca e Groenlândia devem decidir sobre o território.
A perspectiva de pressão sobre aliados provocou reações no Congresso norte-americano. Os senadores Jeanne Shaheen (Democrata de New Hampshire) e Thom Tillis (Republicano da Carolina do Norte) emitiram nota conjunta afirmando que os EUA devem respeitar suas obrigações com os aliados. Ressaltaram que, diante da posição clara de Dinamarca e Groenlândia de que o território não está à venda, o governo norte-americano deve respeitar a soberania e integridade territorial do reino dinamarquês.
Trump justifica seu interesse pela Groenlândia alegando preocupações de segurança e destacando a importância estratégica geográfica e o potencial do território em minerais considerados críticos.
Créditos: Poder360