Internacional
18:30

Marco Rubio será o negociador do tarifaço dos EUA com o Brasil

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi escolhido pelo presidente Donald Trump para liderar as negociações sobre o tarifaço imposto ao Brasil. O anúncio ocorreu em 6 de outubro de 2025, ficando a cargo de Rubio coordenar as conversas com a equipe brasileira nas semanas seguintes.

Na manhã do mesmo dia, Trump e Lula (PT) conversaram por telefone durante cerca de 30 minutos, tratando principalmente das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.

O governo brasileiro confirmou que Trump nomeou Rubio, que é responsável pela diplomacia americana numa função equivalente à do ministro das Relações Exteriores, para dar continuidade às negociações.

De origem cubana, Rubio tem histórico de interesse na política latino-americana e posições alinhadas a grupos conservadores. Em 2015 e 2016, quando foi rival de Trump nas primárias republicanas, recebeu o apelido jocoso “Little Marco” do então candidato.

Posteriormente aliado de Trump, Rubio ocupa um dos cargos mais influentes no governo dos EUA. Também mantém relações com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), iniciadas em 2018 e reforçadas com visitas de Eduardo Bolsonaro e aliados aos EUA após a eleição de Jair Bolsonaro.

Rubio criticou publicamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, inclusive após decisões que afetaram Bolsonaro, e prometeu resposta dos EUA a essas decisões.

Nascido em Miami em 1971, filho de imigrantes cubanos, Rubio formou-se em Ciências Políticas pela Universidade da Flórida e teve carreira legislativa, inclusive como senador até 2025. Foi impulsionado pelo Tea Party, ala extrema direita do Partido Republicano.

Em novembro de 2024, Trump anunciou sua escolha para secretário de Estado, tomando posse em janeiro de 2025, o que representou uma reversão na relação política entre ambos.

Essa designação para negociar com o Brasil tem sido vista como uma estratégia de Trump, pois Rubio é considerado mais ideológico que o presidente americano. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, chamou a escolha de “jogada de craque”.

Créditos: g1

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