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Megaoperação no RJ identifica 109 mortos, 78 com histórico criminal

Uma megaoperação realizada na terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, resultou em 121 mortos, incluindo policiais e suspeitos.

Das 117 mortes atribuídas às polícias do Rio, 109 foram identificadas até o momento, conforme última atualização. Além disso, quatro agentes de segurança faleceram na ação, totalizando 121 óbitos, tornando-se a operação policial mais letal da história do estado.

Segundo a Polícia Civil, entre os 109 suspeitos identificados estão 10 chefes do Comando Vermelho, facção criminosa que utiliza os complexos da Penha e do Alemão como seu QG em âmbito nacional.

Informações recentes indicam que cerca de um terço dos presos na operação são originários de outros estados brasileiros, incluindo Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, São Paulo e Paraíba.

A reportagem do RJ2 identificou 60 dos 113 detidos e confirmou que ao menos três tinham mandados decorrentes das investigações. Três indivíduos permanecem foragidos: Tiago Teixeira Sales (Gato Mestre), Anderson de Souza (Latrol) e David Palheta (Bolacha), todos ligados à patrulha da área de mata da Serra da Misericórdia, local apontado como principal palco dos confrontos.

Entre os mortos estão policiais civis Marcus Vinícius Cardoso, 51 anos, Rodrigo Veloso Cabral, 34 anos, e policiais militares do Bope Cleiton Serafim Gonçalves, 40 anos, e Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou que os complexos passaram a ser o centro de comando do Comando Vermelho em todo o Brasil, sendo decisivos para as ações da facção em outros estados.

Washington César Braga da Silva, conhecido como Grandão, o “síndico da Penha”, é responsável pela organização do crime no local, definindo escalas de plantão e comportamento nos eventos comunitários controlados pelo tráfico.

Créditos: g1

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