Michelle Bolsonaro visita ex-presidente Jair Bolsonaro na PF em Brasília
Michelle Bolsonaro esteve na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ex-primeira-dama chegou ao local por volta das 14h acompanhada por assessores e permaneceu na sede da PF por aproximadamente 40 minutos.
Bolsonaro está detido desde as primeiras horas da manhã de sábado, após a Polícia Federal indicar risco de fuga, violação da tornozeleira eletrônica e uma tentativa de usar aglomeração de apoiadores para dificultar a fiscalização das medidas cautelares.
Ele está em uma sala especial de cerca de 12 m², equipada com cama, banheiro, TV e ar-condicionado. Bolsonaro deve permanecer nesse local até que seja definida a decisão definitiva sobre o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, após o trânsito em julgado previsto para a próxima semana.
Imagens capturadas no domingo mostram Bolsonaro dentro da Superintendência da PF logo após a visita de Michelle. Ela entrou no prédio sem falar com a imprensa.
Um boletim médico divulgado no mesmo dia informa que Bolsonaro está clinicamente estável e passou a noite na sede da Polícia Federal sem intercorrências. O documento é assinado pelos médicos Cláudio Birolini, cirurgião-geral, e Leandro Echenique, que o examinaram na prisão.
De acordo com o boletim, o ex-presidente apresentou na noite de sexta-feira (21) um episódio de confusão mental e alucinações, quadro possivelmente provocado pelo medicamento pregabalina, prescrito por um profissional da equipe.
Bolsonaro relatou durante audiência de custódia que teve confusão mental e alucinação, o que o teria levado a danificar a tornozeleira eletrônica com um equipamento de solda.
O documento médico ainda destaca que a pregabalina tem interação com medicamentos usados regularmente pelo ex-presidente para crises de soluços — clorpromazina e gabapentina — e que essa associação pode causar efeitos colaterais como confusão mental, desorientação, sedação, alterações de equilíbrio, alucinações e prejuízo cognitivo.
A defesa do ex-presidente solicitou ao STF a concessão de prisão domiciliar humanitária, argumentando que não há risco de fuga e que a violação da tornozeleira esteve relacionada ao quadro de confusão mental causado pelos medicamentos.
O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde sábado, por decisão do STF.
Créditos: G1