Ministro alemão afirma que seguiu conselhos de Lula durante COP30 em Belém
O ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Carsten Schneider, declarou que não há motivo para prolongar a discussão sobre a polêmica fala do chanceler Friedrich Merz acerca de Belém. Schneider participou de uma reunião com o presidente Lula e representantes da União Europeia na COP30, na quarta-feira (19).
Ao ser questionado sobre um pedido oficial de desculpas, Schneider explicou que transmitiu os cumprimentos de Merz e solicitou que o tema não fosse mais debatido. Ele também informou que Lula e Merz devem se reunir no fim de semana, na Cúpula do G20, na África do Sul. O ministro elogiou Belém, chamando a cidade e sua população de maravilhosas.
Schneider relatou que Lula concordou em visitar a Alemanha no ano seguinte para a Feira de Hannover. A polêmica foi gerada quando Merz, ao elogiar a Alemanha, comentou que a comitiva alemã ficou feliz por deixar Belém e retornar à Europa. Lula respondeu defendendo a cultura e a culinária paraense, afirmando que Berlim não oferecia 10% da qualidade que Belém possui.
O ministro alemão destacou que seguiu os conselhos de Lula antes das discussões políticas da COP, admirando a natureza e a cordialidade da população local, além da gastronomia, mas brincou que não dançou, pois não teria talento para isso.
Na conversa com o prefeito de Belém, Igor Normando, Schneider o chamou de líder forte. Normando classificou a declaração de Merz como “infeliz, arrogante e preconceituosa”.
Além disso, Schneider afirmou que Belém é um local ideal para uma conferência climática, dada sua localização no coração da Amazônia e seu dinamismo cultural. Ele afirmou que a delegação alemã se sentiu acolhida pelo calor humano da cidade e celebrou a região amazônica.
Questionado sobre o anúncio do valor do investimento alemão no Fundo Florestal Tropical para Sempre (TFFF), o ministro disse que as negociações estão quase concluídas. Merz, na Cúpula de Líderes precedente à COP, apenas afirmou que a contribuição seria significativa. O ministro da Fazenda brasileiro, Fernando Haddad, esperava o anúncio durante a cúpula, o que não ocorreu.
Schneider reiterou o apoio alemão ao plano para a transição dos combustíveis fósseis, elogiando a liderança forte de Lula para alcançar avanços na COP. Ele também manifestou apoio às propostas dos países insulares e africanos sobre adaptação às mudanças climáticas.
Créditos: cbn.globo