Ministro Celso Sabino anuncia permanência no governo até 2026
O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), declarou nesta quarta-feira (8) que continuará à frente da pasta até o próximo ano, desafiando a determinação da direção nacional do União Brasil que ordenava a saída dos filiados dos cargos no governo Lula (PT).
Sabino, que enfrenta um processo que pode resultar em sua expulsão do partido, classificou as decisões da legenda como “equivocadas” e “açodadas”. O ministro manifestou ainda a intenção de seguir na sigla por meio do diálogo.
A liderança do União Brasil reuniu-se na mesma manhã para avaliar a expulsão do ministro por suposta infidelidade partidária. Paralelamente, o ministro dos Esportes, André Fufuca, foi afastado do partido Progressistas (PP), em decisão anunciada pelo presidente da legenda, Ciro Nogueira, após Fufuca declarar apoio ao presidente Lula.
O processo contra Celso Sabino foi aberto em 30 de setembro devido ao seu descumprimento da resolução do partido, que exigia a entrega de cargos no governo Lula em até 24 horas, decisão tomada em 18 de setembro. Desde então, Sabino vem buscando diálogo para manter sua pasta pelo menos até a realização da COP 30, marcada para novembro em Belém.
Em 26 de setembro, Sabino chegou a apresentar demissão, mas informou que permaneceria no cargo para acompanhar o presidente Lula durante as agendas da conferência ambiental no Pará.
A tentativa do União Brasil de exigir a saída dos filiados ocorreu em meio a um pedido para que todos deixassem cargos no governo Lula até 19 de setembro, ameaçando punições disciplinares, inclusive a expulsão, para quem não cumprisse.
Sabino ignorou a determinação e seguiu atuando no ministério, participando inclusive de compromissos oficiais com Lula em Belém, onde declarou apoio incondicional ao presidente, independentemente do cenário político.
À imprensa, o ministro afirmou que permanecerá no governo até abril, quando se encerra o prazo para a desincompatibilização eleitoral — ato pelo qual pré-candidatos se afastam de suas funções para concorrerem a cargos nas eleições. Ele pretende disputar uma vaga no Senado pelo Pará.
Referindo-se ao histórico “Dia do Fico” de Dom Pedro, Sabino anunciou sua decisão de continuar na gestão federal e reiterou apoio a uma possível reeleição de Lula em 2026, classificando-o como “a melhor opção para o Brasil”.
Envolvido diretamente na organização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá em novembro em Belém, Sabino argumentou que sua saída neste momento prejudicaria os preparativos do evento, considerando a complexidade e os esforços envolvidos.
“Estamos a 30 dias da COP30, evento que requer empenho de todo o governo. Meu envolvimento pessoal é intenso, e não vejo momento oportuno para interromper esse trabalho,” afirmou o ministro.
Créditos: g1