Ministro da Defesa da Venezuela confirma mortes na captura de Maduro em ataque dos EUA
Grande parte da equipe de segurança de Nicolás Maduro morreu no ataque dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador, informou o ministro da Defesa venezuelano, general Vladimir Padrino.
Em uma declaração pela televisão, Padrino falou sobre as mortes, mas não especificou o número exato de vítimas da operação. O presidente Donald Trump, por sua vez, afirmou repetidas vezes que nenhum soldado americano teve baixa durante a ação.
“O sequestro covarde de Maduro ocorreu após o assassinato a sangue frio de grande parte de sua equipe de segurança”, declarou o general, que está no cargo desde 2014 e é um oficial de alto escalão militar na Venezuela.
A declaração de Padrino está alinhada com informações divulgadas pelo The New York Times, que relatou pelo menos 40 mortos, entre militares e civis, na operação.
Donald Trump também reconheceu a morte de membros da equipe de Maduro, mencionando “muitos cubanos” entre os mortos. Segundo ele, esses cubanos faziam parte da segurança do presidente venezuelano.
O ministro da Defesa apoiou ainda a designação da vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela e afirmou que as Forças Armadas foram mobilizadas em todo o país para assegurar a soberania nacional.
Nas primeiras horas de sábado, explosões e o som de aviões foram registrados na capital venezuelana e em três estados. Jornalistas relataram fortes bombardeios em Caracas.
Maduro e sua esposa foram detidos rapidamente e não tiveram oportunidade de reação. Trump disse ao canal Fox News que acompanhou a operação em sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, e comparou o evento a assistir a um programa de TV.
Segundo o presidente americano, Maduro tentou fugir para um local seguro, mas não conseguiu, chegando até a porta, mas sem conseguir fechá-la.
Trump afirmou que um “grupo” será responsável pelo governo local no país e que está designando pessoas para administrar a região, prometendo informar sobre a composição futuramente.
O presidente dos EUA descartou apoiar a liderança da oposição venezuelana María Corina Machado para a presidência. Delcy Rodríguez reafirmou que Nicolás Maduro é o único presidente legítimo da Venezuela.
Pouco antes de sua entrevista à imprensa, Trump compartilhou uma foto de Nicolás Maduro presa, vestindo óculos e abafadores de ruído e segurando uma garrafa a bordo do navio USS Iwo Jima. A vice-presidente venezuelana havia solicitado uma prova de vida do casal após o ataque.
Créditos: noticias uol