Ministro da Defesa da Venezuela diz que EUA mataram maior parte da segurança de Maduro
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, declarou neste domingo (4) que “grande parte” da equipe de segurança do presidente deposto Nicolás Maduro foi morta na operação realizada pelos Estados Unidos no sábado (3).
López afirmou em um pronunciamento em vídeo que a operação resultou no “assassinato a sangue frio de grande parte de sua equipe de segurança, soldados e civis inocentes”.
Segundo fontes da Reuters, a ação dos EUA que capturou Maduro foi uma surpresa para muitos, mas o planejamento da complexa operação vinha sendo desenvolvido há meses e incluía ensaios detalhados.
Tropas de elite americanas, como a Força Delta do Exército, criaram uma réplica exata do esconderijo de Maduro e treinaram a entrada na residência fortificada.
A CIA mantinha desde agosto uma pequena equipe na Venezuela que providenciou informações sobre o padrão de vida de Maduro, facilitando sua captura, conforme fontes da CNN e da Reuters.
Duas outras fontes afirmaram à Reuters que a CIA também possuía um “ativo” próximo a Maduro que monitorava seus movimentos e estava pronto para indicar sua localização durante a operação.
Após a preparação, o então presidente Donald Trump aprovou a operação dias antes, mas os planejadores militares e de inteligência sugeriram aguardar melhores condições climáticas e menos nuvens.
Às 22h46 da sexta-feira (2), no horário de Washington, Trump deu a autorização final para a chamada Operação Resolução Absoluta, segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA.
Trump acompanhou a missão ao vivo, cercado por seus assessores em sua mansão de Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida.
Os detalhes do desenrolar da operação, que levou horas, foram obtidos em entrevistas com quatro fontes próximas ao assunto e em declarações feitas pelo próprio Trump.
Em uma entrevista à Fox News poucas horas após o fim da missão, Trump afirmou: “Já fiz algumas operações muito boas, mas nunca vi nada parecido com isso.”
Créditos: CNN Brasil