Política
12:05

Ministro do Esporte André Fufuca seguirá no governo Lula apesar de punições do PP

O ministro do Esporte, André Fufuca, permanecerá no governo Lula mesmo enfrentando pressão de seu partido, o PP. A legenda decidiu puni-lo retirando-o do controle do diretório do Maranhão e do cargo de vice-presidente nacional do partido.

Fufuca, que apoia o presidente Lula e mantém proximidade com o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, enfrenta um conflito com a federação formada entre PP e União Brasil, que exige o afastamento de seus filiados que ocupam cargos no governo.

Ciro Nogueira declarou que, diante da decisão de Fufuca em continuar no Ministério do Esporte, ele será afastado de todas as decisões do partido e perderá a vice-presidência nacional. Além disso, haverá intervenção no diretório do Maranhão para remover Fufuca da liderança estadual. Nogueira enfatizou que o ministro não faz parte do atual governo, com o qual não possui identificação ideológica ou programática.

O ministro não respondeu aos contatos para comentar a situação.

A federação do PP com o União Brasil estabeleceu que membros com cargos no governo Lula devem deixar suas funções para evitar expulsões. Essa medida faz parte das movimentações para as eleições de 2026, quando o Centrão pretende fortalecer suas bases, observando a possível candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas.

Apesar da pressão, Fufuca aceitou a punição porque almeja uma candidatura ao Senado em seu estado, confiando no apoio de Lula, que tem melhorado sua popularidade. Ele também acredita em possível reversão da penalização dado seu histórico e proximidade com Nogueira.

Na segunda-feira, o ministro esteve com Lula durante entrega de casas do programa Minha Casa, Minha Vida em Imperatriz (MA) e comunicou a Nogueira seu apoio ao presidente.

Em suas palavras, Fufuca afirmou que busca reparar o erro cometido em 2022 e manterá sua dedicação para ajudar Lula na eleição de 2026.

A remoção de Fufuca do comando do diretório maranhense antecipa uma solução para o impasse gerado pela federação entre PP e União Brasil, que planeja transferir o controle local para o líder do União na Câmara, Pedro Lucas, possível candidato a senador. O PP, entretanto, descartou expulsar Fufuca.

O episódio ocorre num momento em que Lula reforça sua estratégia com o Centrão, afirmando que não implorará por apoio partidário e aposta em divisões internas para fortalecer seus palanques regionais em 2026, mesmo diante da exigência de União Brasil e PP pela saída de Fufuca e do ministro do Turismo, Celso Sabino.

Em reunião ministerial em agosto, Lula expressou descontentamento pessoal com o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e criticou Nogueira por tentar se posicionar como possível candidato a vice numa chapa presidencial com Tarcísio de Freitas. Também reclamou da falta de defesa partidária a seu governo e declarou que ministros poderiam deixar o cargo se desejassem.

Créditos: O Globo

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