Moraes anula sindicância do CFM sobre atendimento a Bolsonaro na PF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, declarou nula a determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) para abrir sindicância que apuraria se os atendimentos médicos prestados ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, são adequados.
Além disso, Moraes requisitou que a PF interrogue o presidente do CFM em até 10 dias para esclarecimentos sobre a ação do conselho. Também solicitou que o diretor-geral do DF Star, Allisson B. Barcelos Borges, envie ao Supremo todos os exames e laudos médicos realizados em Bolsonaro na quarta-feira.
O ministro argumentou que o CFM não tem competência correcional sobre a PF, caracterizando assim desvio de finalidade e desconhecimento dos fatos por parte do órgão.
Moraes citou uma decisão sua de novembro de 2025 que assegurou atendimento médico integral ao ex-presidente, destacando que a equipe da PF realizou atendimento imediato após o acidente sofrido por Bolsonaro na madrugada de terça-feira.
No documento, o ministro apontou que os exames realizados não indicaram qualquer problema ou sequela relacionada ao ocorrido.
Conforme divulgado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente sofreu um acidente em sua cela na madrugada de terça-feira, ao cair e bater a cabeça em um móvel.
Os médicos da PF inicialmente descartaram a necessidade de hospitalização, classificando os ferimentos como leves. Por isso, Moraes negou inicialmente o pedido da defesa para que Bolsonaro fosse levado ao pronto-socorro.
Posteriormente, os médicos particulares do ex-presidente solicitaram novos exames para verificar possíveis traumas na cabeça.
Com base nesses novos documentos, Moraes autorizou a ida de Bolsonaro ao hospital na manhã de quarta-feira, onde ele realizou tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma.
A equipe médica particular concluiu que o ex-presidente pode continuar o acompanhamento ambulatorial e não necessita de internação devido ao ferimento. A nota é assinada pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado e pelo diretor-geral do DF Star, Allisson B. Barcelos Borges.
Créditos: Veja Abril